Gostava muito de consegui perder-me em balanços (dizem que uma pessoa se encontra neles), mas a verdade é que balanços deixam-me enjoada.
Os balanços fazem-me confrontar com uma miúda que já não é miúda mas uma mulher a caminhar para a meia idade a passos largos, que ainda não fez nada digno de nota, que vai morrer e ninguém se vai lembrar dela.
Na verdade, é necessária uma grande dose de coragem para aceitar o facto de que, na sua maioria, os seres humanos nascem, procriam ou não e morrem, deixando apenas uma grande pegada ecológica. Eu sou, serei, um desses, dos que pertencem à maioria.
Aceitá-lo sem grandes ondas será, porventura um grande feito (ou um ato de cobardia, já não sei). Na realidade, não sei nada. Os quarenta não me trouxeram nada daquilo de que se fala: tranquilidade, aceitação das pequenas razias, sabedoria, nada... só a constante insatisfação.
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