Todos os dias chegam ao agrupamento miúdos brasileiros. Pelo que ouço de outros locais, o fenómeno não é exclusivo de Leiria e ainda hoje, quando fui levar o almoço às minhas miúdas, um pai brasileiro fazia o mesmo.
Não sei se é o efeito "bolsonaro" ou se é uma tendência que agora se acentuou por diversas razões aliadas ao colapso de uma vida com condições dignas para todos.
Temo o que se irá passar nos próximos anos no Brasil, não só pelos brasileiros, mas pela forma como estas tendências fascistas/extremistas estão a ganhar terreno no nosso país. Todos os dias nos facebooks desta vida aparecem pessoas a clamar por um novo salazar, indignadas com a corrupção.
Cheira ao que se passou do outro lado do Atlântico e temo que o mesmo se venha a repetir aqui, caso se forme um partido que seja capaz de agregar todos estes seres que parecem ver na existência de corrupção a justificação para regimes autoritários e limitadores das liberdades dos indivíduos.
Fica-se com a impressão de que as pessoas mais velhas que viveram durante o Estado Novo se esqueceram do que era viver sempre com medo do "vizinho" e que as mais novas não sabem nada nem querem saber de História.
Ou então, é aquela velha máxima "history repeats itself" a funcionar, não havendo nada a fazer.
Eu quero acreditar que há.
Com boa disposição: andas a rever o "corso i ricorso", defendido por Giambattista Vico?
ResponderEliminar(...No que me toca, não esqueço o "estado" que referiste - vai com minúscula e, com o frio que anda por aqui, Carreiro da Lama, até me apetece chamar ao tal "estado" o que estou a chamar ao dito frio, filho...não sei de quem....Mas sabemos bem quem eram, dele, os pais, dele, as mães, dele, e conhecem-se, também dele, muitos filhos e filhas.)
E deves continuar a acreditar que há muita cousa para fazer.
Eu não sei quem é o Giambattista...
ResponderEliminarCá por casa ainda há uns livritos de filosofia. Á tua disposição...
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