Quase todos os dias dou por mim a conjugar-me no condicional (essa coisa que uns dizem ser modo, outros tempo) quando sei que me devia conjugar no indicativo.
E eu seria tão mais tranquila no indicativo.
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
Quando era pequenino e estudava os verbos, chamávamos ao indicativo "polícia sinaleiro". Mas já não há disso...
ResponderEliminarAo condicional...espera aí...levava o nome desgraçado de "o explica tudo".
No que me tocava, gostava era do futuro perfeito.
Porque é que o condicional era "explica tudo"? não estou a perceber a lógica da coisa...
ResponderEliminarCondicional "o explica tudo"?
ResponderEliminarTive um professor de alma negra que sabia só dizer e mandar decorar os rios e seus afluentes; as linhas dos caminhos-de-ferro, começo, fim, estações e apeadeiros, reis e rainhas…a porcaria toda do “livro único”. Fazia as perguntas do livro e nunca respondia às nossas. Não sabia…Punha traços vermelhos nos “ditados” e, das nossas redacções, só apontava os erros…
Dos verbos tínhamos de dar respostas sobre o que eram os tempos, os modos…e sempre por palavras iguais.
Quando chegava ao condicional, as perguntas e respostas eram assim, mais coisa, menos coisa.
O gajo:
- o que é o condicional?
Nós:
- é a forma que contém uma condição.
O tipo:
- que é uma condição?
Os coitadinhos:
- é a coisa que é preciso que aconteça ou não para que aconteça ou não outra coisa.
Uma vez, não fiz os “deveres” e expliquei:
- teria feito os deveres se o meu pai não me tivesse incumbido de ir perguntar ao senhor Faria o que faria o senhor Faria se lhe morresse a mulher…
Ele aceitou a explicação…