terça-feira, 31 de dezembro de 2019

passadiço (há quanto tempo não havia diatribes?)

Na manhã do dia 24 de dezembro dei por mim numa sala de espera, à espera que me chamassem para me espremerem as mamas. Que tipo de lunática marca exames às mamas na vépera de natal, arriscando-se a receber um presente especial? Pelos vistos, eu.


A meia-idade e a hipocondria andam de mãos dadas.


Tiro selfies e apago-as no segundo seguinte. A visão do meu pescoço enrugado e das olheiras que me enfeitam os olhos é visão dantesca.


No dia 31 dou por mim a explicar à minha tia mais nova, mas que mesmo assim já entrou nos setenta, como se tira café numa nespresso e chateio-me com as minhas filhas que não largam o cartunenetuorque.


Tapo os ouvidos para dar a entender à minha mãe que pode falar mais baixo e berro com o meu pai que mesmo com "os ouvidos" postos não ouve nada daquilo que se diz.


Bardamerda as noites de passagem de ano! 

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