quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

lemos (para mais tarde não darmos por nós a escrevermos coisas como "le-mos")

Depois do jantar e da cozinha (mais ou menos) arrumada, conduzo-as para o meu quarto. Está quentinho. Levo três livros: o meu e um para cada uma delas. A Mr. está a ler a saga Harry Potter, vai no terceiro volume, para a Gr. escolho eu para facilitar a coisa e não haver dúvidas de que tem de ler um livro de gente grande (escolhe regra geral os livros da Bia e o unicórnio, que já leu ou um qualquer com mais imagem do que texto).


Sentamo-nos na cama e lemos. Eu agarro-me às intermitências da morte de Saramago, a mais velha aos dementors (salvo seja) e a mais nova a uma aventura no supermercado. Sou interrompida pela mais velha e pelos seus brados ai que isto é mesmo assustador, ai que mete mais medo do que os filmes e pela mais nova, à medida que vai encontrando palavras escrita na ortografia pré acordo e se espanta, como se fossem palavras novas e raras. 


Aquela coisa que eu defendia de não obrigar os meus filhos a ler foi pelo cano da experiência maternal abaixo, aquela teoria do Pennac de que o verbo ler não tem imperativo foi pelo mesmo caminho.


 

9 comentários:

  1. Bonita partilha! Educar é mesmo assim... uma adaptação constante

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  2. Eles, primeiro estranham e depois 'entranham'!!!!

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  3. Adorei o título. E gostei deste pedaço da vossa rotina.

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  4. Muitos parabéns pelo teu destaque!! Fico muito contente por vocês gostarem de ler,já eu prefiro ver um bom filme ou ouvir muita música!! Normalmente,nos meus tempos livres,a televisão ocupa-me todo o tempo,pois há programas e filmes que nunca mais acabam e eu vejo as gravações automáticas porque tenho a Meo e posso passar para trás seis dias,por isso,tenho tempo mais do que suficiente para acompanhar os meus programas preferidos!!

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