Continuo confinada, continuamos confinados.
As nossas rotinas mantém-se: saímos para ir às compras, ele ao supermercado e eu à frutaria.
As miúdas saem à tardinha, comigo, para espairecer. Não vemos ninguém nem falamos com ninguém pessoalmente.
Há dias em que quero acabar com esta merda toda, estou farta de estar dependente da internet para todos os contactos, sejam pessoais, sejam profissonais.
A economia não pode parar. Continuamos a pagar as nossas contas (porque podemos, felizmente), a comprar aquilo de que necessitamos. Em que é que não gastamos dinheiro agora e antes gastávamos? em gasóleo, gasolina. Não almoçamos/jantamos fora, mas mandamos vir, quando eu estou com vontade de implodir a cozinha.
Nunca fui pessoa de ir com frequência a cabeleireiros/esteticistas nem de comprar roupa, por isso não é por minha causa que esses negócios deixam de trabalhar.
Mandamos vir coisas de que necessitamos de lojas físicas, na medida do possível...
pagamos uma parte da mensalidade do atl, (mesmo sem usufruir de ajuda nos trabalhos de escola), outra da ginástica agora que a miúda começou a ter aulas via zoom...
não sei muito bem onde quero chegar com isto, mas é mais ou menos aqui: vamos manter-nos confinados sem problemas de consciência com a "economia parada", porque fazemos a nossa parte, na medida do possível (porque podemos). Injustiças? não tenho problema nenhum em continuar a receber o meu salário por inteiro, devia receber o dobro, se trabalho agora muito mais...
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