Guieeelaaaa! grita ela da varanda, espreitando pelas grades.
Guieeelaaa, aqui! e faz o gesto com a mão.
A Guiela (que sou eu, bem entendido) ali fica, a fazer palhaçada, atrás de palhaçada, só para ouvir gargalhadas deliciosas e gritinhos de satisfação da miúda.
Houve dias, durante o confinamento, em que a gargalhada da júlia era o meu antidepressivo, tomado a meio da tarde, o meu energizante para continuar, depois, agarrada aos meus afazeres de professora em ensino à distância.
Fez dois anos, a júlia, na semana passada. Nesse dia só deu maco (o Marco, bem entendido).
Em estando as miúdas, só dá maía e guimá (maria e guiomar, bem entendido).
E as borboletas boas na minha barriga? tantas!
