segunda-feira, 6 de julho de 2020

Na altura certa

15940338644791052854130.jpg


 

2 comentários:

  1. Quando chegares ao que se segue, pára sete dias. A parte final pede…

    "Quanto à observação de mim mesmo, obrigo-me a isso, quanto mais não seja para entrar em composição com este indivíduo junto do qual estarei forçado a viver até ao fim, mas uma familiaridade de sessenta anos comporta ainda muitas probabilidades de erro. No seu aspecto mais profundo, o meu conhecimento de mim próprio é obscuro, interior, inexpresso, secreto como uma cumplicidade. No seu aspecto mais impessoal, tão gelado como as teorias que eu posso elaborar acerca de números: emprego o que tenho de inteligência para ver de longe e de mais alto a minha vida, que se torna a vida de um outro. Mas estes dois processos de conhecimento são difíceis e requerem, um, uma penetração no nosso íntimo, outro, uma saída de nós mesmos."

    Marguerite Yourcenar, "Memórias de Adriano"; trad. de Maria Lamas – Editora Ulisseia

    ResponderEliminar
  2. Está bem, quando lá chegar paro e conversamos um bocado sobre isso de nos conhecermos a nós próprios. :)

    ResponderEliminar

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...