sábado, 30 de janeiro de 2021

não é um arco-íris

limpo o pó, mais a fundo, devia estar a preparar-me para o apocalipse 2.1 (também conhecido por ensino à distância) mas estou em negação,


dizia, limpo o pó a fundo, limpo as calhas dos CDs e os próprios CDs, coisa que faço uma vez por ano, lá para julho, mas ainda estamos em janeiro e portanto só passaram seis meses e antes tinha feito em março e depois em abril.


limpo CDs e volto a pô-los no sítio, assim


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não! não é sinal nenhum, já estou cansada dos arco-íris.


foi só uma coincidência....


mas não deixa de ser engraçada...


 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

eu disse algures que não me apanhavam desprevenida

da próxima vez que ficássemos em casa, mas fui apanhada na curva outra vez.


Onde é que uma mulher compra calças de estar em casa que não custem os olhos da cara e o outro?


Parece que aquilo a que chamam homewear está a bombar. Não consigo encomendar nada online, está tudo esgotadérrimo, tia! 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

que tens feito, Gabs?

pouco, muito pouco


um estado estúpido de inércia apoderou-se de mim no fim de semana


o meu único desejo era fica na cama, com os olhos no vazio. deixem-me em paz, aqui


no domingo à noite, enquanto eram apurados os resultados das presidenciais e o cabrão do filho da puta do andré cocó estava em segundo o meu corpo quis desistir, entrei um bocado em coma e nem sequer tinha bebido. o marco ia fazendo refresh num site com a apuração dos votos e o meu corpo só voltou à vida quando ele começou a exultar perante a subida de votos da Ana Gomes.


tenho muito medo do que aí vem.


na segunda, perante um fogão a dar as últimas e um forno incapaz de fazer bolos porque a parte de baixo não aquecia o suficiente, decidimos ir comprar novos eletrodomésticos.


claro que fomos vítimas de uma operação stop. mas tem mesmo de ir comprar o fogão? saídas sem justificação têm uma coima de "já não me lembro que valor"! sr. agente, que quer que lhe diga? dá-me muito jeito ter um fogão que funcione... veja lá, porque no regresso pode não estar aqui alguém tão simpático como eu, disse ele. lá fomos comprar os coisos, confiantes de que no regresso o simples facto de os termos nos livrasse de futuras coimas. safámo-nos.


devagarinho estou a preparar-me mentalmente para o regresso da escola em casa, parte II (nossa senhora do ensino à distância nos ajude). 


fiz hoje meia horita de ginástica que me deixou toda afogueada. e é isto. 


 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

quando?

Quando é que defender os direitos dos trabalhadores, o acesso a saúde para todos, o acesso a educação para todos passou a ser extremismo? quando? 


quando é que votar no filho da puta do andré ventura (vou encher a boca toda as vezes que forem precisas e dizer isto assim sem pejo e sem meias medidas, filho da puta do andré ventura) se tornou legítimo? 


 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

floating piece of shit

A verdade é que, desde o início do ano letivo, sinto um peso muito grande por ir trabalhar. 


Ontem, assim que cheguei à segunda escola onde dou aulas, as colegas dizem-me que uma turma tinha sido mandada para casa pela direção porque um aluno tinha testado positivo e que estavam a a guardar comunicação da DGS, mais precisamente do delegado de saúde.


Fiquei logo mal disposta e preocupada. Tinha estado com a turma na semana passada e, se não fossem as colegas, não saberia de nada.


Durante a tarde, o coordenador de escola foi à sala de aulas da turma comunicar-me oficialmente que a turma e respetiva professora titular iam ficar em isolamento profilático até dia 1 de fevereiro. E eu? eu, que estive com a turma? eu?


"Tu não és nada, tu és carne para canhão, tenho pena de ti... liga para a direção e informa-os de que também deste aulas à turma."


Escusado será dizer que me senti uma pedaço de merda, mais ainda quando, depois de ligar para a direção, lavarem as mãos e me dizerem para ser eu a contactar a saúde 24.


Vontade de trabalhar? zero! Vontade de mandar tudo à merda? ui... 


Mantenham-se as escolas abertas, excluam-se das comunicações aos serviços competentes elos de contágio e vamos ver se as medidas destas semanas fazem algum efeito. O caraças é que fazem. 


 


 

domingo, 17 de janeiro de 2021

fazem-me falta

Aos amigos. Aos que estão longe e aos que estão perto, porque de facto, de há quase um ano para cá estão todos longe.


Às meninas da fac., que estão lá desde 1997; às meninas da raul dória, desde dois mil e poucos; ao espinho e à xana, à manu e ao helder, mais recentemente ao rui e à rita, ao jorge e à catarina; ao dez dedos e pandilha dos glaucoma...


aos amigos.


Porque fazem-me falta. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

farrapos

O meu avô acordava todos os dias às cinco da manhã. Vestia-se, barbeava-se e ia para a padaria. Mesmo quando já não lhe cabia a ele fazer o pão, o hábito manteve-se por muitos anos.


Lembro-me de ser acordada pelo relógio de parede que estava na sala e de ouvir o barulho que o avô fazia na casa de banho. Enquanto o sono não me vinha buscar, ficava a ouvir a água a correr e a imaginar que àquela hora ele era a única pessoa no mundo já de pé para ir trabalhar. 


A minha avó foi a primeira "velha" que vi ao volante. Lembro-me de ficar impressionadissíma, porque o meu avô era homem à moda muito antiga, e nunca me tinha passado pela cabeça que permitisse à sua esposa conduzir.


O meu avô, que só fazia duas refeições por dia, enchia o prato até às bordas e acompanhava a comida com muito pão e uma garrafa de vinho que acabava invariavelmente vazia. Fazia-me impressão, a mim, sempre pronta a meter comida à boca, que aquele homem se mantivesse o dia inteiro com dois pratos de comida. 


Quando eu me levantava, a avó perguntava-me "queres almoçar?" e a minha resposta imediata era um não, muito incomodado pela estranheza de almoçar às nove da manhã. Depois, lembrava-me de que na língua dela e dos das sua geração era o pequeno-almoço. Servia-me uma caneca de leite com um farrapo de cevada coada em pano branco e pão com margarina.


Depois, os primos iam aparecendo, gritando "avózinha" e debandávamos em brincadeiras. 


Tenho assim lembranças que não posso chamar de remendos, porque não remendam coisa nenhuma, são mais farrapos que andam por aí. 


 


 

amanhã

À noite, já deitada na cama, um olho aberto, outro fechado, tenho ideias magníficas de coisas para escrever. Tema fantástico, frases bonitas, bem estruturadas, escorreitas, poéticas até. De olho meio aberto, meio fechado, considero a hipótese de ligar a luz do candeeiro e pegar no telemóvel que me serve de despertador, e escrever aquilo que tão bem compunha na minha cabeça. O sono e a preguiça desmotivam-me e penso sempre "amanhã vou-me lembrar". 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

ui, que dias de tédio se avizinham com este estado de emergência, ai jesus!

O que vai ser diferente nestes próximos dias de confinamento:


não ir levar a Gr. à ginástica acrobática às quartas e sábados; não ir eu à minha ginástica às terças e quintas. 


Ponto! 


 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

novo estado de emergência

O menino João testou positivo. O delegado de saúde da zona decide que aquela turma vai toda para casa. Perante o mesmo cenário, num outro agrupamento, o delegado da zona Y decide que só vão para casa os meninos sentados mais perto do menino infetado. Esqueçam lá o facto de andarem todos na brincadeira com bolas e bonecos nos intervalos, ou de viajarem juntos no mesmo autocarro.


A mãe da menina Joana tem sintomas e mesmo assim manda a Joana para a escola. Quando faz o teste e recebe o resultado já a Joana esteve dois dias inteiros na escola, com os outros meninos e com a professora. A menina Joana não é obrigada a fazer o teste, só tem de ficar em isolamento. Mais uma vez, esqueçam lá o facto de que andou dois dias inteiros em contacto com os colegas e a professora.


Sei que o encerramento das escolas é absolutamente indesejado, por todos os motivos e mais algum, mas o número de surtos não foi diminuindo, como defende o sr. primeiro ministro. Todos sofreram com o fecho das escolas, mas o 1º período foi correndo e nós nunca fomos informados dos casos positivos.


O início do 2º período está um caos, porque não há uma só turma onde não haja situações de crianças ou familiares diretos infetados e o facto de cada delegado de saúde lidar de forma diferente com cenários semelhantes só aumenta o caos. 


Mantenham-se as escolas abertas, compreendo, mas façam sair diretrizes unívocas e universais para lidar com as várias ocorrências e que não nos façam sentir que somos carne para canhão. 


 


 


 


 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

o filme e a banda sonora


Que bom! a apologia do alcoolismo para alguns, a da amizade para mim.


E esta canção? Scarlet pleasure -  what a life? 


Grande candidata a hino do ano passado e deste ano que agora começou. 


 

atualizações

O post que vem faltando.


Calendário do advento ranhoso, mas feito. Nuns dias, nada, porque havia outras coisas, noutros  dias, tentativas de compensar com todas as coisas que não tinham sido feitas. Tivemos jantares especiais, seguidos de jogatanas de Uno, seguidas de cantorias à lareira. Fizemos bastantes coisas, mas ficou a sensação de que não fizemos quase nada. 


Fomos fazendo as compras de natal todas online, os feriados de dezembro e pontes anexas souberam que nem ginjas,  a última semana de aulas foi bastante enervante, porque uma colega testou positivo e no dia 22 fomos para Belmonte, onde passámos o natal com os meus pais.


Foi bom, por uma série de razões, especialmente porque há alguns anos que tal não sucedia. A casa aquecida, as miúdas entregues às suas coisas, sem obrigações, poder dividir as tarefas domésticas com a mãe... foi bom.


No dia 26 fizemos malas e fomos para o norte.


Até parece que fomos uma família de irresponsáveis, a furar confinamentos. 


E se calhar fomos, apesar de só termos estado com família próxima e fechados em casa.


Calha que agora, todos os dias, alguém vai para casa: alunos, colegas nossos, colegas das miúdas, professores... o cerco aperta. 


 


 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

está tudo doido

isto de as pessoas não se poderem juntar tem muito que se lhe diga.


Andamos sempre a correr, a nossa vida é um rosário de cenas que temos de fazer ou de planear e passamos os dias da semana a ansiar pelas quebras da rotina, que no meu caso eram saídas esporádicas com amigas, jantares semanais com amigos e idas ao norte ou aos meus pais. 


Desde março de 2020 que essas quebras da rotina praticamente desapareceram. 


Claro que se me dão uma abébia eu vou aproveitar. Estou cansada de me sentir exausta.


Apreciei sobremaneira um spot institucional que mostrava uma pessoa hospitalizada e entubada após os encontros de natal, especialmente enquanto almoçava em casa da sogra e em véspera de ir a casa de uns amigos com que não estava há muitos meses! 


Porque as pessoas não são responsáveis, gritam alguns (muitos!)! As pessoas estão doidas, gritam outros. E estão! as pessoas são irresponsáveis e estão doidas porque de um momento para o outro, há quase um ano que lhes "roubaram" os pequenos prazeres e escapes da vida. 


 

porque desprivatizei

Eu sei que os temas do momento são, sem qualquer ordem de importância, o frio; o Covid (deixem-me só ir ali buscar um saco para vomitar) e a invasão do Capitólio a mando do pedaço de Trampa, perdão trump, mas este local é meu e não me apetece falar de nada disso. Primeiro, porque não tenho nada a dizer que seja novo, segundo porque o objetivo do local e da sua recente desprivatização é expor com mais ou menos pormenor aquilo que faz o meu dia a dia. Eu sei que, em última análise, todas as coisas que acontecem no mundo vão mexer com a minha vida, mas na corrida de todos os dias, essa influência vai passando pelos pingos da chuva, tal como eu e a minha família vamos passando pelos mesmos pingos e ainda não apanhámos o vírus ( e pumba, já escrevi sobre o Covid!).


A ideia era escrever sem me censurar, sobre aquilo que me apetecesse, mas acabei por não escrever praticamente nada, enquanto havia malta a "chatear-me" para continuar a escrever de forma pública.


Assim, para fazer a vontade a esses pedidos regressei.


Mais coisas num próximo post, que este já vai longo e chato. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

desprivatizar

Olha esta, armada ao pingarelho...


primeiro, privatizou aqui o sítio, agora volta a pô-lo público... deve achar que as cinco pessoas que aqui punham os olhos ainda vão voltar... está muito enganada!


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...