A verdade é que, desde o início do ano letivo, sinto um peso muito grande por ir trabalhar.
Ontem, assim que cheguei à segunda escola onde dou aulas, as colegas dizem-me que uma turma tinha sido mandada para casa pela direção porque um aluno tinha testado positivo e que estavam a a guardar comunicação da DGS, mais precisamente do delegado de saúde.
Fiquei logo mal disposta e preocupada. Tinha estado com a turma na semana passada e, se não fossem as colegas, não saberia de nada.
Durante a tarde, o coordenador de escola foi à sala de aulas da turma comunicar-me oficialmente que a turma e respetiva professora titular iam ficar em isolamento profilático até dia 1 de fevereiro. E eu? eu, que estive com a turma? eu?
"Tu não és nada, tu és carne para canhão, tenho pena de ti... liga para a direção e informa-os de que também deste aulas à turma."
Escusado será dizer que me senti uma pedaço de merda, mais ainda quando, depois de ligar para a direção, lavarem as mãos e me dizerem para ser eu a contactar a saúde 24.
Vontade de trabalhar? zero! Vontade de mandar tudo à merda? ui...
Mantenham-se as escolas abertas, excluam-se das comunicações aos serviços competentes elos de contágio e vamos ver se as medidas destas semanas fazem algum efeito. O caraças é que fazem.
abraço forte
ResponderEliminarNão acredito em escolas abertas muito mais tempo.
ResponderEliminarObrigada, Ana. Abraço!
ResponderEliminarEm algumas escolas, alunos testam positivo e a turma continua a ir às aulas...
ResponderEliminarQue tudo corra pelo melhor!
Beijinhos
Também não, a não ser que o governo mantenha as palas nos olhos. Mais umas duas semanas.
ResponderEliminarSim. Depende dos delegados de saúde. Cada cabeça, sua sentença.
ResponderEliminarEstou contigo! Lamento a forma como os professores estão a ser considerados neste processo. Lamento que te sintas assim. Lamento tudo o que se está a passar e, para mim, teria sido preferível meter travões a fundo, fechar tudo em casa durante 15 dias e ver os números a descer. Estamos a dar facadas lentas e dolorosas na economia e vamos chegar ao mesmo sítio de onde já poderíamos estar a sair daqui a uns dias. Sei que a preocupação é hipotecarmos a aprendizagem dos alunos, mas a verdade é que estamos a hipotecar a saúde física e mental de professores, funcionários, alunos, também. Os custos ainda não compensam os ganhos? Acho que não tarda muito, vão ter de compensar.
ResponderEliminarQue bom ler o teu comentário, Fatia. É reconfortante sentir a empatia.
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