O menino João testou positivo. O delegado de saúde da zona decide que aquela turma vai toda para casa. Perante o mesmo cenário, num outro agrupamento, o delegado da zona Y decide que só vão para casa os meninos sentados mais perto do menino infetado. Esqueçam lá o facto de andarem todos na brincadeira com bolas e bonecos nos intervalos, ou de viajarem juntos no mesmo autocarro.
A mãe da menina Joana tem sintomas e mesmo assim manda a Joana para a escola. Quando faz o teste e recebe o resultado já a Joana esteve dois dias inteiros na escola, com os outros meninos e com a professora. A menina Joana não é obrigada a fazer o teste, só tem de ficar em isolamento. Mais uma vez, esqueçam lá o facto de que andou dois dias inteiros em contacto com os colegas e a professora.
Sei que o encerramento das escolas é absolutamente indesejado, por todos os motivos e mais algum, mas o número de surtos não foi diminuindo, como defende o sr. primeiro ministro. Todos sofreram com o fecho das escolas, mas o 1º período foi correndo e nós nunca fomos informados dos casos positivos.
O início do 2º período está um caos, porque não há uma só turma onde não haja situações de crianças ou familiares diretos infetados e o facto de cada delegado de saúde lidar de forma diferente com cenários semelhantes só aumenta o caos.
Mantenham-se as escolas abertas, compreendo, mas façam sair diretrizes unívocas e universais para lidar com as várias ocorrências e que não nos façam sentir que somos carne para canhão.
Plenamente de acordo
ResponderEliminarPor aqui mais do mesmo... Força! Somos carne para canhão!
ResponderEliminarBeijinhos, Rute.
ResponderEliminaré isso mesmo, Manu... mais do mesmo!
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