quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

novo estado de emergência

O menino João testou positivo. O delegado de saúde da zona decide que aquela turma vai toda para casa. Perante o mesmo cenário, num outro agrupamento, o delegado da zona Y decide que só vão para casa os meninos sentados mais perto do menino infetado. Esqueçam lá o facto de andarem todos na brincadeira com bolas e bonecos nos intervalos, ou de viajarem juntos no mesmo autocarro.


A mãe da menina Joana tem sintomas e mesmo assim manda a Joana para a escola. Quando faz o teste e recebe o resultado já a Joana esteve dois dias inteiros na escola, com os outros meninos e com a professora. A menina Joana não é obrigada a fazer o teste, só tem de ficar em isolamento. Mais uma vez, esqueçam lá o facto de que andou dois dias inteiros em contacto com os colegas e a professora.


Sei que o encerramento das escolas é absolutamente indesejado, por todos os motivos e mais algum, mas o número de surtos não foi diminuindo, como defende o sr. primeiro ministro. Todos sofreram com o fecho das escolas, mas o 1º período foi correndo e nós nunca fomos informados dos casos positivos.


O início do 2º período está um caos, porque não há uma só turma onde não haja situações de crianças ou familiares diretos infetados e o facto de cada delegado de saúde lidar de forma diferente com cenários semelhantes só aumenta o caos. 


Mantenham-se as escolas abertas, compreendo, mas façam sair diretrizes unívocas e universais para lidar com as várias ocorrências e que não nos façam sentir que somos carne para canhão. 


 


 


 


 

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