segunda-feira, 29 de março de 2021

vacina

Estava tão focada nos efeitos marados da vacina, naqueles que incluem a morte, que só quando a Lis disse que ia também ser vacinada brevemente e que até parecia mentira é que parei para pensar no significado de ter tomado a primeira dose. 


Tomei a primeira dose de um vacina que me vai tornar mais ou menos imune (setenta e tal por cento, segundo estudos americanos) ao vírus que vem parando o mundo desde finais de 2019.


Em junho, quando tomar a segunda dose, poderei deixar o medo de infetar alguém um bocado de lado, o medo de ser infetada também. Fixe, fixe é que toda a gente fosse entretanto também vacinada.


Que o ato de sair à rua voltasse um bocado ao normal, pré 2020, aquele sair à rua despreocupado, aquele estar próximo despreocupado, aquele abraço despreocupado, aquele sentar numa mesa livre de "deixa-me desinfetar isto antes".


Isso é que era fixe! 


 


 

1 comentário:

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...