Apareceu-me no feed, era um vídeo antigo, pela roupa e pelo quadro de ardósia lá por trás, diria que era da década de 80, inícios de 90. A senhora tinha sotaque português de quem está há uns anos no Brasil.
Dizia que os Estados Unidos não têm cidadãos, pois que só têm para se identificar um cartões de crédito e a carta de condução. São apenas consumidores, detêm dois cartões que provam a sua capacidade de aquisição.
Achei isto genial e tão atual! Não guardei o vídeo e agora não tenho como voltar a vê-lo para descobrir quem era a senhora, pelos comentários percebi que era uma professora de ensino superior que teria saído da Anadia e ido para o Brasil.
Assim, percebemos porque é que voltaram a votar na trampa. Reduzidos a meros consumidores, completamente polarizados...
E nós caminhamos para lá, para o mesmo estado.
nao percebi nada, mas achei fixe a narrativa,
ResponderEliminarQuando fala em "mesmo estado " nao está a referir-se sermos absorvidos, tomados ...
..............
PS : sendo que todo o mundo funciona, tem a sua dinamica independentemente de mais prospero ou miseravel, realmente importa que funcione e...funciona lá, e funciona cá.
Quando falo em mesmo estado quero dizer que vamos ficando como os americanos (mais preocupados com o ter coisas) e vamos deixando-nos levar pelo discurso populista da direita e do ódio.
ResponderEliminarQuanto a sermos tomados por eles ou absorvidos.... 😁 não corremos esse risco.
meio a brincar mas tambem meio a serio, nao corremos o risco de sermos mais um estado do quartel general imperialista, porque já o somos. Se bem que o que está a grassar (e a desinquietar tantos ) neste momento é justamente o Policia maltratar os seus aliados e subservientes.
ResponderEliminar.................
continuo sem perceber :
o discurso populista nao promete mais coisas, isto por um lado, mas por outro se estamos tao focados nas coisas, tambem nao prestamos nem aderimos a discursos estranhos.
A questao nao é alinhar com o discurso populista, mas o discurso tradicional estar em frangalhos, e nem se distinguir.
Muito de verdade. Mas olhe que por aqui, mesmo que bem identificados, também vamos escolhendo muita trampa. O leque de opções nunca anda longe dela.
ResponderEliminarMeio a brincar, meio a sério, odeio dar-lhe razão, se percebi bem o que quer dizer...
ResponderEliminareu gosto de pensar que o facto de ainda, ainda, termos mais pessoas em quem votar nos torna um bocadinho diferentes.
Então não promete mais coisas (o discurso populista?) Não promete acabar com a corrupção, como se fosse imune a ela? não promete acabar com o desemprego mandando embora os "grandes responsáveis que são os imigrantes"...?
No entanto, concordo consigo, o discurso tradicional está "em frangalhos". Criem-se novas formas de passar as mensagens (aqui não sei se as mensagens que eu gostava que passassem sejam iguais às suas... )
Tem razão... o leque de opções anda um bocado fraquinho. Temos um problema grande enquanto cidadãos: não nos chegamos à frente, embora nos fartemos de nos queixar.
ResponderEliminar