Aqui dentro de mim, vive-se outra vez em modo permanente de corrida, sem tempo para nada nem para pensar. Quando o faço, parar para pensar, sinto que "isto" não devia ser assim, viver não devia ser isto, esta corrida constante contra o tempo. Talvez, em parte, o culpado seja o tempo que há vários meses tiro para mim, para os treinos diários.
Páro pouco tempo a pensar porque há sempre roupa para estender ou apanhar, camas para fazer, refeições para preparar, naquele momento, ou lá se vai a hora que tiro para mim.
Da terapia de substituição hormonal tenho muito pouco para contar. Há três meses que tomo todos os dias um comprimidinho e não vejo diferença nenhuma na qualidade do meu sono, na gestão do stress, e nas outras coisas que me levaram à consulta de perimenopausa.
Sou uma pessoa resiliente e disciplinada, com orgulho, sempre o fui, mas depois parece que esta resiliência e esta disciplina não me servem para nada, dado que ando permanentemente insatisfeita.
o tempo é da familia do vento : invisivel.
ResponderEliminarMas quando se zanga alto lá com ele . Fora isso é que nem piscina.
(fazer refeiçoes é, predominantemente, um gesto automático, se já estao meias prontas ou se as faz em corrida...mas cozinhar é dos momentos em que o cozinheiro é só ele e o seu pensamento )
Dou por mim a rever o que pretendi eu dizer de todas as vezes que usei a palavra tempo no texto...
ResponderEliminaro tempo pode ser invisível, mas o que é certo é que ele corre ou anda, não sei e há aquele momento em que dizemos a nós próprios (eu digo) que está na hora de ir dormir, porque amanhã vira o disco e toca o mesmo
safam-me (a mim, sim) os momentos breves à volta das mesas (e das comidas que eu cozinhei só com os meus pensamentos... ) com as minhas pessoas.