Sento-me no banco vermelho, que bela troca que foi o banco vermelho (uma velha nikon ou canon, já nem sei, por um banquinho de jardim), com um copo meio cheio de vinho branco, um fiúza, já que perguntam (cortesia de visitas queridas aqui em casa).
Sento-me, escrevo eu e olho em redor. Vejo o pôr do sol nas janelas da piscina interior da quinta em frente. Tem piscina, sim senhor, mais corte de ténis e campo da bola.
Sento-me, escrevo eu e olho o pôr do sol nas janelas (os eucaliptos que restaram da tempestade tapam-me o verdadeiro, tenho de o aproveitar em segunda-mão) com o copo no colo. Sem contar, já bebi meio copo do meio copo que me servi. Vou ao frigorífico buscar um resto de tarte de pêra e camembert e somo ao vinho. Não quero ficar tocada antes do jantar, que é já daqui a pouco.
Volto sentar-me e componho um texto para aqui. Não tem nada a ver com o que debitei. É algo relacionado com o ato de estar, só estar, mas esqueci-me do essencial. Lá se foi, juntamente com o fiúza.
Sento-me no sofá, após o jantar, cozinha arrumada, são 9.30 da noite, e tento lembrar-me do que compus. Não me lembro. Era sobre estar, só estar, coisa que não sei fazer, obviamente.
Que bom!
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