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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

em casa

Dizem que o trabalho dignifica. Talvez seja verdade.


Verdade também é que a falta de trabalho estupidifica.


Andei a semana toda a pastar, limpando a casa à medida da minha vontade (nenhuma), mas hoje Já limpei a casa de banho, o escritório e a cozinha, já dei lanche à Gr., que sabe o que quer. Preparei um iogurte com banana e mandou-mo comer a mim, perguntei se queria nestum disse que não, perguntei se queria leite. Disse que sim e bebeu um biberon.


Já concorri a mais três ofertas de escola, literalmente no cu de judas. Já estou por tudo. Se for selecionada, logo se vê.


Assim de repente posso ir parar a Resende ou a Cinfães.


 


 

Untitled

Todos os dias me levanto às 8.30. Visto-me com banho ou sem banho. Preparo a Maria e a Guiomar. Aguento, umas vezes muito bem outras muito mal, todas as birras da Maria. Dou o pequeno-almoço às duas e a mim.


 


Levo a Maria à escola com a Guiomar atrás. Deixo a Maria e volto para casa com a Guiomar.


 


Apanho roupa, dobro e guardo, ponho roupa a lavar e estendo, o momento alto do meu dia chega quando pego na Gui e vou ao café, aproveito para comprar alguma coisa que falte em casa, faço almoço, dou almoço à Guiomar, ponho-a a dormir.


 


Descanso um bocadinho e arrumo a cozinha. Às sextas arrumo e limpo a casa. A Gui acorda por volta das 16, 17 horas, dou-lhe banho, dou-lhe o lanche, faço preparativos para o jantar, vou buscar a Maria.


 


 Aguento as birras porque não quer vir para casa ou porque quer ir brincar com alguém da vizinhança ou quer ver vídeos ou quer comer alguma porcaria. Tento brincar com as duas em exclusivo, sem fazer nada pelo meio. Vou fazer o jantar enquanto dou banho à Maria.


 


O Marco chega, vai para o escritório, acabo o jantar, dou o jantar à Gui, jantamos, preparo as miúdas para a cama, lavo-lhes os dentes, visto os pijamas, conto a história e deito-me ao lado das duas, que têm as camas encostadas uma à outra.


Por vezes, tenho de dar alguma coisa à Maria a quem a cama faz fome. Adormeço e quando acordo vou acabar de arrumar a cozinha à qual o Marco já deu um jeito. 


 


Sento-me um bocadinho no sofá da sala e o Marco fica no escritório a trabalhar nas coisas que tem de fazer. Vou para a cama, geralmente quando o Marco se deita já não dou conta.


Com uma ou outra variante, assim são os meus dias. Não sei porquê, tenho a impressão de que há alguma coisa aqui que está a falhar.   

eu devia

É tão bom levantar-me e poder, com calma, vestir e dar o pequeno-almoço às minhas filhas. É tão bom levar a mais velha à escola, as duas a correr uma atrás da outra e, depois, vir para casa com a mais nova. Poder assistir a todas a fases em direto e ao vivo, saber cada palavra nova que aprende, mudar todas as fraldas e deitá-la para dormir. Fazer o almoço para almoçar sozinha e pensar no que fazer ao jantar. Ter todos os dias bem definidos no calendário e as mesmas tarefas, dia após dia, sempre iguais.


 


AAAHHHHHRRRRRGGGG!! Não consigo, mas era assim que eu devia pensar.


 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

fome

Mãe: mr, deixa-me adormecer a gr.! Se não te calas eu vou aí puxar-te a orelha.


Mr.: não vens nada. Estou aqui a tentar não sentir fome e não consigo!


 


AAARRRRRGGGGG!!!!

in the mood for bed

Não há como Buraka para instalar o mood certo para pôr as miúdas na cama. Não sei porquê, depois demoraram um bocado mais a adormecer....


 


 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

para o M.

Não gosto do inverno.


Não gosto de me ver no inverno, sinto-me sempre uma chouriça, cheia de roupa que me corta os movimento.


As gajas mais pequenas ficam mais difíceis de vestir no inverno, a roupa não seca, os pés estão sempre gelados (já não bastava o tuchi-tuchi), não posso correr, só apetece comer porcaria à base de chocolate, leite condensado e sopas de batata e feijão vermelho, a preguiça e o frio vencem a vontade fazer muita coisa.


 


Quem diz que gosta do inverno sai de casa diretamente para a garagem onde tem o carro estacionado. Deste para o parque de estacionamento coberto da empresa onde trabalha, ar condicionado com 23 graus no emprego e em casa, onde pode andar sempre em manguinhas de camisa e em roupinha leve e sexy.


 


 


Adenda: o meu gajo só leu o meu blog uma vez. Veredicto (sic): vê-se bem a tua personalidade. Está cheio de queixas.


That really is, my dear!


 


 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

do blog do meu pai

O meu pai também tem um blog. É um blog poético. Ainda não disse ao meu pai, dono de um blog de poesia, que tenho um blog que é do mais prosaico que há, a dar com a filha, que anda o menos poética possível.


 


 

Como ficar com um dia de sol, após uma semana de chuva, lixado

Pois que já tenho carregador, pois que já consigo carregar o computador, pois que eis-me de volta de forma mais regular (vamos ver....)


 


Estive a ver uns documentos sobre subsídios de desemprego e subsídios sociais que saquei do site da Segurança Social e começo a chegar à conclusão de que não vou ter direito a nada. Sim, porque após dois meses com o processo em análise decidi ir lá diretamente, para ver se conseguiam explicar-me o porquê da demora.


Então que se passava? É que passados dois meses lembraram-se de que faltava entregar um documento/declaração de rendimentos e composição do agregado familiar.


Eu sei, eu tenho culpa! Deveria ter sacado os tais papéis que hoje estive a ler mais cedo e teria percebido que faltava documentação, eu mesma teria ido entregá-la e hoje, se calhar, já sabia que não ia receber nada.


Assim, estive dois meses à espera que me dissessem que faltava um papel!


A senhora na SS foi muito solícita, disse-me que estava para ser enviada uma carta a informar do facto. UMA CARTA A INFORMAR. Obrigada, senhores da SS. Nem sei como agradecer.....


 


Vou-me abster de escrever para aqui palavrões daqueles bem feios, mas era o que me apetecia, foda-se!


 

sábado, 5 de novembro de 2011

o que não posso fazer

Escrever a quente não é bom, não dá bons resultados, regra geral arrependemo-nos do que escrevemos e não há forma de retirar o que ficou escrito. (num blog até se pode fazer, mas só na prática. Será que isto faz sentido? Quero eu dizer que na prática o post apaga-se, retira-se, mas uma vez lido, o conteúdo não desaparece "into thin air")


 


Por isso, vou-me abster de escrever o que hoje verdadeimente gostaria de escrever e vou apenas dizer que tenho dormido pouco e que não tenho tido hipóteses de me afastar, por meia hora que seja, da lida da casa, do facto de que, após dois meses, continuamos sem saber se tenho direito a subsídio de desemprego, de uma série de merdas que me andam a (ia dizer tirar o sono, mas isso as minhas filhas isso fazem melhor do que ninguém, god bless them) assombrar.


 


Ver escrever apenas que hoje me apetecia sair e arejar, mas não posso! 


 


 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

countdown e alimentação - post aparentemente desconexo

Há coisas pequeninas que quero que fiquem registadas, porque a memória é curta e traiçoeira.


À gr. ouvimos constantemente: um, doish, tês, caco, shete, ôto, novi, desh.... viva! Boa!  Conta escadas, botões, livros, brinquedos, saltos que dá....


 


Shopa, pêxe (toda a comida é peixe), banana (tudo o que é fruta), auga, acha (bolacha): a comida da gr. 


 


A mr., se pudesse, comia canja e esparguete todos os dias. Comer a sopa é coisa para durar 2 horas, sem exageros. Chocolate marcha em dois tempos e tudo o que tiver chocolate também, melhor, lambe ou raspa o chocolate e deixa o resto! 


 


Embora já se vista sozinha, deve ter sangue de preguiça porque dificilmente o faz sem ajuda ou com uma grande motivação por trás. Dizem que os quatro anos são a idade em que é preciso saber motivar a criança porque ela não obedece a ordens diretas. Isto, para mim, equivale a suborno ou manipulação, mas pelos vistos, a psicologia infantil é que sabe.


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...