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segunda-feira, 18 de março de 2013

no Chipre é que se está bem

Esta cena no Chipre pode bem ser o início do fim.


A malta vai toda levantar o dinheiro que tem no banco, o banco vai à falência, o dinheiro deixa de valer coisa alguma e os cabrões dos mercados vão para a puta que os pariu!

domingo, 17 de março de 2013

sábado, 16 de março de 2013

doenças e outras anotações

Mãe com cabeça metida na sanita vomita à força toda. 


Filha mais velha assiste, depois de ter passado ela própria noite toda em alto vomitanço - se calhar, peguei-te a minha constipação, mãe.


 


 


Quem sabe mais coisa, Mr. ? a mãe ou o pai? (eu sei, pergunta para lá de estúpida, a competir com gostas mais da mãe ou do pai)


Resposta: o pai, mas não fiques triste. Tu ensinas inglês, sabes inglês e isso também é importante.


 

quarta-feira, 13 de março de 2013

do choro, parte II

Fui aconselhada a deixar de ver tv e vídeos do youtube. Eu não vejo tv. O problema parece residir mesmo no youtube. Pois se até a ver isto me veio uma lagrimita ao canto do olho.


 


 


do choro

Tenho tentado culpar a tpm. Mas, ao contrário do que o M. diz, eu não ando o mês inteiro com tpm.


 


A verdade é que desde que sou mãe não me apanham a ver filmes onde crianças e criancinhas indefesas são vítimas de maldades, perpetradas pelo homem ou pela puta da vida, porque sei que vou passar o tempo todo a chorar e sei que não vou dormir.


 


A verdade é que desde que sou mãe, choro a pensar no sofrimento de mães que não conheço de lado nenhum, choro a ver vídeos onde nascem crianças e onde se apela à esperança na vida e no que ela pode trazer, choro ao ler descrições de momentos sofridos, vividos por gente que nunca vou conhecer, choro no carro quando me lembro do que podia ter acontecido durante o parto da Mr.... choro muito desde que sou mãe.


E, às vezes, nem sei se choro de tristeza, se de alegria ou de nostalgia.


 

terça-feira, 12 de março de 2013

da atitude

Eu chego lá para ensinar inglês e ouço que o português (povinho) é o mais desenrascado do mundo, não precisa de falar estrangeiro.


E eu acho que é esta atitude, que nunca esteve em crise (tinha de vir), que fez da crise aquilo que ela é hoje.

quarta-feira, 6 de março de 2013

vale a pena ouvir tudo

no registo civil

Ouvido no registo civil:


"este casamento, entre mhbnbnh e kgfjgjg... Que faço?"


"Esse casamento é para deitar para o lixo."


 


No registo da Batalha, as funcionárias discutem futebol: "o Manchester devia ter ganhado, caraças!"


 


Fui fazer o cartão de cidadão. Fiquei com cara entre alienada e xanada, a olhar o infinito e com o cabelo despenteado, para a posteridade.


 

terça-feira, 5 de março de 2013

relambórios noturnos

Say "ho, ho! TPM's in tha house."


Não me apetece escrever


não me apetece comer carne


não me apetece trabalhar


odeio miúdos e adolescentes


quero comer um chilli com carne bem picante e


quero beber uma sangria fresca e cair para o lado


quero que o trabalho apareça feito


quero ter férias


não vou ter férias


vou trabalhar e receber meio ano depois e fazer um ato isolado


vou trabalhar e não me vou queixar


o gajo disse que tinha muuuuiiiitaaa coisa para fazer e não está a fazer nada de produtivo, aqui ao meu lado


ainda bem que ele não lê isto

segunda-feira, 4 de março de 2013

Gabriela, versão humana da estrunfina resmungona (sim, sou do tempo dos estrumpfes, não dos smurfs)

Os dias que aí vêm cheiram-me a muita ida à casa de banho.


Explico: na semana passada, enviei mail para anúncio de emprego (formação de inglês), no dia seguinte fui logo contactada. É! o meu curriculo é impressionante!


Começo na segunda feira dia 11 de março.


Três manhãs por semana, em horário ante laboral.


É.


Há o horário laboral, o pós laboral e ainda, descubro, o ante: das 8.30 às 10 da manhã.


Lá vou eu, ministrar rudes ensinamentos de lingua estrangeira, coisa que gosto de fazer mas ao meu tempo. Isto de ter de definir o mais rapidamente possível objetivos de aprendizagem e materiais para trabalhar mexe-me com o sistema nervoso.


Perco-me entre as imensas possibilidades e nunca sei se estou a fazer escolhas acertadas.


Depois, pensar que as minhas miúdas pequeninas vão estar na escola das 8 da matina às 18 da tarde mexe comigo.


Oh pá! Mas é o normal, pá. Dizem vocês. É o normal, sim senhor, mas não devia ser, pá! Não devia ser.


É.


Eu sei, sou uma queixinhas.


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...