Esta cena no Chipre pode bem ser o início do fim.
A malta vai toda levantar o dinheiro que tem no banco, o banco vai à falência, o dinheiro deixa de valer coisa alguma e os cabrões dos mercados vão para a puta que os pariu!
Esta cena no Chipre pode bem ser o início do fim.
A malta vai toda levantar o dinheiro que tem no banco, o banco vai à falência, o dinheiro deixa de valer coisa alguma e os cabrões dos mercados vão para a puta que os pariu!
Mãe com cabeça metida na sanita vomita à força toda.
Filha mais velha assiste, depois de ter passado ela própria noite toda em alto vomitanço - se calhar, peguei-te a minha constipação, mãe.
Quem sabe mais coisa, Mr. ? a mãe ou o pai? (eu sei, pergunta para lá de estúpida, a competir com gostas mais da mãe ou do pai)
Resposta: o pai, mas não fiques triste. Tu ensinas inglês, sabes inglês e isso também é importante.
Fui aconselhada a deixar de ver tv e vídeos do youtube. Eu não vejo tv. O problema parece residir mesmo no youtube. Pois se até a ver isto me veio uma lagrimita ao canto do olho.
Tenho tentado culpar a tpm. Mas, ao contrário do que o M. diz, eu não ando o mês inteiro com tpm.
A verdade é que desde que sou mãe não me apanham a ver filmes onde crianças e criancinhas indefesas são vítimas de maldades, perpetradas pelo homem ou pela puta da vida, porque sei que vou passar o tempo todo a chorar e sei que não vou dormir.
A verdade é que desde que sou mãe, choro a pensar no sofrimento de mães que não conheço de lado nenhum, choro a ver vídeos onde nascem crianças e onde se apela à esperança na vida e no que ela pode trazer, choro ao ler descrições de momentos sofridos, vividos por gente que nunca vou conhecer, choro no carro quando me lembro do que podia ter acontecido durante o parto da Mr.... choro muito desde que sou mãe.
E, às vezes, nem sei se choro de tristeza, se de alegria ou de nostalgia.
Eu chego lá para ensinar inglês e ouço que o português (povinho) é o mais desenrascado do mundo, não precisa de falar estrangeiro.
E eu acho que é esta atitude, que nunca esteve em crise (tinha de vir), que fez da crise aquilo que ela é hoje.
Ouvido no registo civil:
"este casamento, entre mhbnbnh e kgfjgjg... Que faço?"
"Esse casamento é para deitar para o lixo."
No registo da Batalha, as funcionárias discutem futebol: "o Manchester devia ter ganhado, caraças!"
Fui fazer o cartão de cidadão. Fiquei com cara entre alienada e xanada, a olhar o infinito e com o cabelo despenteado, para a posteridade.
Say "ho, ho! TPM's in tha house."
Não me apetece escrever
não me apetece comer carne
não me apetece trabalhar
odeio miúdos e adolescentes
quero comer um chilli com carne bem picante e
quero beber uma sangria fresca e cair para o lado
quero que o trabalho apareça feito
quero ter férias
não vou ter férias
vou trabalhar e receber meio ano depois e fazer um ato isolado
vou trabalhar e não me vou queixar
o gajo disse que tinha muuuuiiiitaaa coisa para fazer e não está a fazer nada de produtivo, aqui ao meu lado
ainda bem que ele não lê isto
Os dias que aí vêm cheiram-me a muita ida à casa de banho.
Explico: na semana passada, enviei mail para anúncio de emprego (formação de inglês), no dia seguinte fui logo contactada. É! o meu curriculo é impressionante!
Começo na segunda feira dia 11 de março.
Três manhãs por semana, em horário ante laboral.
É.
Há o horário laboral, o pós laboral e ainda, descubro, o ante: das 8.30 às 10 da manhã.
Lá vou eu, ministrar rudes ensinamentos de lingua estrangeira, coisa que gosto de fazer mas ao meu tempo. Isto de ter de definir o mais rapidamente possível objetivos de aprendizagem e materiais para trabalhar mexe-me com o sistema nervoso.
Perco-me entre as imensas possibilidades e nunca sei se estou a fazer escolhas acertadas.
Depois, pensar que as minhas miúdas pequeninas vão estar na escola das 8 da matina às 18 da tarde mexe comigo.
Oh pá! Mas é o normal, pá. Dizem vocês. É o normal, sim senhor, mas não devia ser, pá! Não devia ser.
É.
Eu sei, sou uma queixinhas.
1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...