Seguidores

sexta-feira, 10 de junho de 2016

mastigar e futurologia

 - Mr., é muito difícil estar na mesma divisão contigo quando estás a comer. É horrível ouvir-te mastigar.


 - Pois vais ter de me ouvir mastigar muitas mais vezes, para aí até aos 18.


 - Até aos 18? porquê? sais de casa aos 18?


 - Hmmm, talvez aos 20.


 - Sim?


 - Sim, mas não tenho a certeza. Não sou eu que faço o futuro.

terça-feira, 7 de junho de 2016

história do rabanete e da minhoca, a pedido da Lis (mãe Gabs, a adormecer filhas desde 2007)

Era uma vez um rabanete que estava bem metido lá na terra. O lavrador cuidava muito bem dele. Só lhe via a rama, mas dava para perceber que ia sair dali um vegetal bem gordo e apetitoso.


O rabanete vivia muito feliz, absorvendo da terra e da água tudo aquilo de que precisava para crescer.


Um dia, estava ele a cantarolar, contente da vida, quando chamou a atenção de uma minhoca esfomeada que andava ali perto. A minhoca ranhoca andava desejosa de espetar a boca num belo rabanete e aquele parecia espetacular. Foi-se aproximando, já a salivar só de imaginar-se a comer o rabanete.


O rabanete não tardou a perceber que ali vinha uma minhoca. Olhou para ela e gritou: - "aaaaahhhhhh sacana de minhoca! tu pira-te daqui, que levas um enxerto de porrada que nem sabes de que terra és! ahahahahiaiaiaii!"


A minhoca ranhoca deu uma grande gargalhada - "ahahaha hahahahahhahahah!" e continuou o seu caminho em direção ao rabanete.


Este, que era um rabanete pacífico, nao gostava de conflitos, resolveu mandar mais um berro, para ver se assustava a minhoca - "Aaaaahhhhhh sacana de minhoca! tu pira-te!"


Mas a minhoca estava mesmo esfomeada e chegou bem pertinho do rabanete. O rabanete esticou uma das suas raizes e, prás, trás, espetou-a bem na fuça da minhoca que, desnorteada com o pontapé, nem percebeu o que lhe aconteceu.


Mais uma vez a minhoca tentou abocanhar o rabanate, mais outro pontapé levou. Se ela tivesse dentes tinha-os perdido todos ali. O que é certo é que pôs-se a andar e nunca mais tentou comer rabanetes.

desabafinho pequenino

Tenho tanto medo de 2016/17...


Desejo o fim deste ano, esta semana nunca mais acaba, mas...

idade do ouro

O problema da idade do ouro é que só damos conta dela quando olhamos para trás. “Olha, aqueles foram, afinal, os meus melhores anos.”


Ter consciência disso agora deve ser bom. Perceber, por exemplo, que elas precisarem de mim na hora de dormir é bom. Afinal, estes são, muitas vezes, os únicos momentos do dia em que as tenho para mim, em que nos mimamos. Há que aproveitar o facto de a Mr. ainda se rir das minhas piadas ou das minhas histórias para dormir, muito parvas (de rabanetes a crescer na terra, que dão porrada velha a minhocas cheias de fome) e que a Gr. ainda se aninhe nas minhas pernas e nos meus braços e me chame “mamã”, quase em exclusivo nestes momentos.


É, esta é a nossa idade do ouro.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

sexta-feira, 3 de junho de 2016

calos

Tenho calos nas mãos de tanto aspirar. Achei que devia ficar para registo.

jantar de sexta

Vou para a cozinha às 19 e saio de lá às 20.30 com um prato todo XPTO, que sujou metade das panelas que possuo e implicou malabarismos circenses. As miúdas comem um bocadinho e "nhec nhec, acho que não gosto" ou "estou cheia, não quero mais".


 


Vou para a cozinha quando elas dizem que têm fome, em dez minutos cozo esparguete e estrelo uns ovos. As miúdas comem tudo e ainda lambem os pratos. Acho que nem preciso de os lavar.


Ah, vida! 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

lições de anatomia

Com um livro de anatomia amplamente ilustrado aberto no chão da sala, na parte da reprodução, a mais velha dá uma lição à mais nova.


 - Para eu nascer houve um só espermatozóide que entrou na mãe, mas só um, só um, o MEU espermatozóide. Foi o MEU.


 -Então, para eu nascer também houve um espermatozóide MEU  que entrou na mãe, só meu. - responde a mais nova.


Eu e o pai, na cozinha, desmanchamo-nos a rir, baixinho, baixinho, para não interromper a "aula".

quarta-feira, 1 de junho de 2016

os seres humanos são pessoas estranhas

O que me devia chatear é o meu espanto perante as reações das pessoas e não as reações propriamente ditas.


As pessoas são, na generalidade, bichos complicados. Porque é que ainda me espanto com o facto?


 

eu cresço (pouco), elas crescem

As minhas filhas são cada vez menos minhas.


É com orgulho e medo que assisto a esse "distanciamento" que o crescimento carrega.


Fico-me por aqui, no que toca a este assunto, por hoje. (um bocado cansada de ser um lugar comum, embora a minha vida seja feita deles)

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...