Seguidores

terça-feira, 7 de março de 2017

também tenho direito

Há três semanas que o meu cabelo não vê escovas nem pentes.


Só os dedos das mãos (podia ser dos pés, podia sim). O cabelo está brilhante e fixe e giro.


Para que não restem dúvidas, este post foi um "self indulgence" post (até escrevia isto em português, mas não me lembro da expressão equivalente).


MAR_3867.JPG


 

dreams

Quase todos os dias damos um pulo ao edreams. Gostávamos de fazer uma viagem os quatro. Impossível! Como é que as famílias viajam? O que nos está a falhar?

queridos leitores deste espaço alternativo

Nesse dia, depois de um almoço engolido num banco no cabo Girão (eu comi pão de beterraba), fomos até Porto Moniz, passando primeiro pela Calheta - ou deveria dizer por Calheta? ;). O tempo estava farrusco, mas a temperatura amena e havia gente a praiar. Bebemos a nossa primeira poncha tradicional. Porquê só agora? Porque não estávamos muito convencidos com essa coisa. Só tínhamos provado poncha engarrafada, da que se vende no aeroporto e aquilo não nos agradou. Resolvemos dar-lhe uma hipótese na Calheta - em Calheta - porque não nos apetecia café e a mim apetecia fazer um bocadinho de sala, ali.


IMG_20170226_154032.jpg


 Era agradável e, como se pode ver pela fotografia, o M. despachou a dele primeiro.


A caminho de Porto Moniz fizemos uma paragem em Madalena do mar. Queríamos despachar mais uma poncha, mas a avenida em frente ao mar estava interrompida para fazerem passar o desfile de carnaval, por isso demos uma volta e metemo-nos no carro.


Porto Moniz não ficará especialmente na memória. O dia continuava farrusco, as piscinas naturais eram umas poças de água fria e havia meninas em fatos de carnaval brasileiro. Too much cellulite!!!


Ficam na memória e na retina as paisagens para lá chegar. Já nos tinham dito que essa costa era mais bonita e de facto é assombrosa.


IMG_20170226_161732.jpg


IMG_20170226_174147.jpg


Porto Moniz ou o respeito pela sinalética.


No regresso ao Funchal (nós já dizíamos casa) passámos por Serra d'água e por uma taberna. Dei por mim a gritar "é ali, é ali que temos de ir abastecer de poncha! Carago, é ali" enquanto a Taberna da Poncha da Serra ia ficando para trás.


Frustrados porque já era tarde e convinha decidir onde seria o jantar, parámos no primeiro sítio onde foi possível. Abre aí os comentários do blog, verifica as dicas que te deram. E graças a essas dicas jantámos o melhor jantar na nossa estada na Madeira. Fomos ao Santo António, no Estreito de Câmara de Lobos e enchemos mesmo a pança com milho frito, espetadas e batata frita e bolo do caco e, tumbas, mais uma poncha para ajudar à digestão. Gostámos tanto que no dia seguinte estávamos lá batidos para jantar outra vez, tudo igual, desta vez acompanhados por uma Coral.

segunda-feira, 6 de março de 2017

papai e mamãe

eu devia ter tirado notas.


Passou uma semana, mas a minha memória engana-me e sinto que foi ontem e há muito tempo, tudo no mesmo saco.


No sábado à noite vi uma fotografia de um conhecido humorista da nossa praça com um copo de poncha no mesmo sítio onde estive uma semana antes e quero lembrar-me do mais que fiz, mas está difícil.


Já aqui contei às miúdas como foi o primeiro dia na Madeira. Hoje, são vocês os recipientes.


No segundo dia subimos, subimos muito, ao Curral das freiras, uma localidade enfiada numa garganta onde só se sobe ou só se desce. As mulheres de curral das freiras devem ter uns belos pares de gémeos, pensei eu, e pouca celulite.


MAR_3905.JPG


 Foto tirada a partir de Eira do Serrado


 


E agora tenho de recorrer às milhentas fotografias que o M. tirou para me lembrar dos locais que visitámos de seguida. Ontem, ao jantar, a Mr dizia, ressabiada, "vocês devem ter-se divertido muito". Realmente divertimo-nos, mas para elas seria uma estafa, porque passámos os dias a andar de carro, para baixo e para cima, engolindo kms por estradas vertiginosas, ora com o mar à vista (mar à vida, gritava o T, em Milfontes) ora no meio de florestas. Recordo acima de tudo as estradas e as gargantas fundas, onde de certeza ficaríamos se tivessemos tido algum acidente. Recordo os socalcos ocupados por bananais.


E as fotos dizem-me que fomos depois, até ao Cabo Girão.


MAR_3980.JPG


 Todos os cabos e promontórios da ilha valem a pena, este é famoso porque possui o chão em vidro transparente. Olhamos para baixo e lá está o mar.


MAR_3979.JPG


 Eu não pus lá os pezinhos. Era emoção a mais para mim. Limitei-me a circular. Era tudo muito mais bonito fora daquele circulo de vidro do que lá em cima.


Ih! Olhem as horas! Logo conto mais.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Estou aqui

a magicar desculpas para não ir trabalhar. Ouço a chuva e o vento no terraço, a roupa que seca lá fora bate na janela, tenho sono e meio frio. Não vou trabalhar hoje, faz de conta.

Dia 1, à tarde e à noite

Filhotas lindas,


à tarde, de Santana descemos / subimos ao Pico do Arieiro. Estava frio. No primeiro dia já tínhamos levado com temperaturas que iam dos 8 graus aos 20. E o pai sempre de manga curta. A mãe foi vestindo e despindo casacos e camisolas ao sabor das temperaturas e da humidade.


Depois, descemos em direção ao Funchal. Eu não sei descrever as sensações que o Funchal me despertou. Posso dizer-vos que logo nesse primeiro encontro e nos dias que se seguiram fiquei um bocado obcecada com as construções, com engenheiros e arquitetos, com a coragem ou loucura ou sei lá o quê que motivou as pessoas a fixarem-se naquela ilha, cheia de gargantas e penhascos, de uma geografia absolutamente avassaladora.


Com o GPS sempre ligado, perdido o olhar nas ruas e avenidas, encontrámos o nosso poiso, a residencial Funchal, mesmo em frente ao Mercado dos Lavradores. Mas que espelunca, meninas! Que espelunca! No entanto, se lá voltássemos novamente, era lá que ficávamos. Em pleno centro do Funchal, perto de tudo.


Instalámo-nos, eu passei pelas brasas (não se esqueçam de que estávamos a pé desde as duas e meia da manhã), o pai tomou um duche. Eu fiz uma pesquisa no tripadvisor, para descobrir onde poderíamos jantar e na minha cabeça ecoava a dica da menina bipol "fujam dos restaurantes do centro, fujam...". Não foi possível, estávamos cansados, não queríamos tirar o carro do sítio onde estava com medo de perder o estacionamento e acabámos mesmo por jantar no "Velhinho". Poderia ter sido pior. Fomos bajulados, sim, e aconselhados a ir ver o grandioso desfile de carnaval. "Não pode ser, vìr à Madeira nesta altura do ano e não ver o desfile!"


Fomos. Quer dizer, fomos até à avenida onde o tal desfile ia acontecer, as pessoas cheiravam bem e havia montanhas de turistas, especialmente alemães e ingleses.


Fomos cheirando o ambiente, mas por volta da 11 da noite olhámos um para o outro, de olhos piscos, corpo mole, e regressámos à residencial. Nem quis saber de nada. Cheirei os lençois, pareciam minimamente limpos e aterrei. Acho que o pai ainda viu um bocadinho do desfile na televisão, em direto da rpt madeira. "Para poder dizer que vimos o desfile."


 


 

quinta-feira, 2 de março de 2017

o dia 1

Filhotas,


às dez da matina já estávamos a caminho do Machico. Decidimos ir para o Funchal só mais à tarde e ir explorar a ilha para o lado oposto. Fizemos o nosso primeiro de muitos picos: o Pico (não me lembro.... sou muito má, nisto de relatar viagens). Chovia, aquela chuva miudinha chata.


 


IMG_0118.JPG


Esta é das primeiras fotografias que tirei, filhas lindas. Sim, está mázinha, mas capta bem as primeiras impressões da ilha, naquele primeiro dia.  


 


IMG_0121.JPG


 


Nessa manhã, ainda passámos pela prainha e fizemos uns penedos perto da Ponta de São Lourenço. Estava fora de questão fazermos caminhadas (o pai tem problemas de motricidade muito graves, minhas filhas. Quando se fala em andar a pé, os dedos das unhas dos pés começam-lhe a encarquilhar e o cabelo a cair e os dentes a abanar, vocês nem imaginam).


 


Almoçámos no Porto da Cruz, numa tasquinha perto do mar, que o tripadvisor recomenda. Comemos o nosso primeiro bolo de caco com manteiga de alho e ervas e bebemos a primeira de muitas Corais. Gostei muito do Porto da Cruz. Apanhei sol de manga cava, vejam lá, enquanto esperava pelo peixe fresco que iamos comer, trincando um bocado de bolo do caco, achei mesmo que daria para fazer praia.


Depois, lá fomos nós, Madeira acima, Madeira abaixo: Faial (sim), Santana (conseguimos ver algumas casas típicas, para aí umas três), São Jorge (sim). O carro a engolir kms, nós a engolir o fôlego com as paisagens e as estradas íngremes.


IMG_20170225_165632.jpg


 Acho que foi mais ou menos aqui que ligámos, nesse dia, pela segunda vez, para sabermos de vós. A estrada subia, subia, ladeada de pinheiros. Sabem o que é que estavam vocês a fazer? a ver televisão, pois claro. Havia que encher o bandulho.

uma medalha para a mesa do canto

Miúdas,


apanhámos o voo das sete, o que significou sair de casa às três da matina. Nem vos fomos dar um beijinho com medo de vos acordar. A mãe tremia como varas verdes, de frio e de nervos miúdos e graúdos.


O pai, aparentemente, estava na boa.


Chegámos a Lisboa por volta das 4 e andámos meio perdidos à procura do parque onde o nosso carro ia ficar. O pai até tentou entrar no parque errado, que dois totós.


No aeroporto, depois de descobrirmos as voltas que tínhamos de dar, e de passarmos a segurança (que confusão pá, tanta gente que voa todos os dias e não morre, porque é que eu ia morrer logo naquele dia, naquele voo, tanta criança e tanto bebé, porque é que íamos morrer? não íamos, claro que não) tivemos muito tempo livre para dar em doidos, a mãe, pelo menos (tanta gente, tanta, é claro que não é hoje que morro num desastre de avião nem de ataque de pânico, aqui já tenho mais dúvidas... ná, ná...)


O pai continuava na boa, aparentemente. Às seis e meia entrámos no avião. Acho que a mãe fazia os possíveis para não hiper ventilar, o pai na boa.


Às sete partimos. Confirmou-se: a mãe chora sempre que o avião descola, é uma reação física parva. O pai, aparentemente na boa, apertando a mão da mãe, fazendo-lhe festinhas na cara e se esteve ele próprio à beirinha de um ataque de pânico, disfarçou que foi uma beleza.


Às nove aterrámos. A mãe voltou a chorar, o pai encostado no banco murmurava: brutal, brutal e batia palmas, juntamente com os outros passageiros. O pai merecia uma medalha.


 

Untitled

Trouxemos duas tartaruguinhas de pano para as miúdas.


Entretanto, a Gr. afeiçoou-se a um corta-unhas que para aí anda. Chama-lhe "rolinhas" e quer dormir com ele.


Tartaruguinha fofinha, pois.

para registo e memória futura

O pai andou de avião. O pai não precisou de tomar xanax, nem sequer de emborcar de golada a pequena garrafinha de vidro, de vinho do porto, que levou e espantosamente deixaram entrar no avião (já a minha embalagem de plástico de gel de duche e shampoo não teve direito).


O pai andou de avião e não surtou e até foi capaz de apertar bem fortemente a mão da mãe, à beira de um ataque de nervos (a mãe fica sempre à beira de um ataque de nervos nas decolagens e nas aterragens. Nem vos conto como foi a aterragem na Madeira).


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...