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sábado, 17 de junho de 2017
terça-feira, 13 de junho de 2017
a palavra da semana
A Gr. tem aquilo que chamo a palavra da semana. Normalmente, é uma palavra inventada, composta pela justaposição de duas palavras ou pela inversão de uma.
Aqui há uns tempos não se cansava de repetir "espirote" e na semana passada o que mais ouvíamos era "piroca, piroca". Mais uma vez, acredito que haja aqui um daquele processos a que ela recorre para inventar a sua linguagem. Ela não tem acesso a palavrões, nunca aqui em casa se usou o conceito de piroca para nada, o máximo que ela ouve de asneiras (palavras feias) é merda, dito por mim quando me chateio e pela avó dade ("alguém limpe a merda da gata, se faz favor").
De cada vez que lhe saía, eu e o M., se estávamos presentes, encolhíamo-nos de riso, mas nunca dissemos nada. Ela não fazia ideia e não nos fazia sentido esclarecê-la.
No entanto, eu temia o dia em que alguém lhe diria que ela andava a dizer palavrões.
Só nunca imaginei que esse esclarecimento viesse de uma colega da turma.
Por que carga de água é que uma criança de seis, sete anos sabe que piroca é asneira feia? Que conversas ouviu?
segunda-feira, 12 de junho de 2017
notas soltas e avulsas
Na semana passada, estive com a menina. Saí da escola em passo de corrida (a acelerar pelo ic9) e encontrámo-nos na vila. Tomámos um café, conversámos um bocado, como se nos conhecêssemos de fora, pessoalmente. Dizer isto assim acho que já diz muito. Cena engraçada, esta da blogolândia.
Descobri o soporífero mais rápido e eficiente: ouvir a leitura silabada e lenta de uma miúda que aprendeu recentemente a ler.
Passámos o fim de semana em Belmonte, com a tia Ci e a R. Continuo a sentir borboletinhas na barriga quando ouço um "tia" saído da boca dela.
Caloraça! Estamos a fazer figas para que venham cá elas no próximo fim de semana.
terça-feira, 6 de junho de 2017
queixinhas
Vieram "partilhar" connosco os pequenos dramas vividos com o outro colega.
Mentalmente chamo-lhes muitos nomes feios e, ao mesmo tempo, interrogo-me se as "minhas" titulares não estarão, também elas, a fazer "queixinhas" de mim a outro colega qualquer.
Mentalmente (não tenho tomates para o verbalizar), digo-lhes que seria bem melhor dirigirem as queixinhas a quem de direito e, em conjunto com todos os interessados na questão, tentar resolver os pequenos dramas.
Para mim, o grande drama é a ideia de titularidade da qual as "colegas" não se desviam. Titulares até à morte. O resto é erva que o gado come.
domingo, 4 de junho de 2017
a culpa não é minha
No kit do manual de matemática vinha dinheiro falso para os miúdos aprenderem a fazer contas com euros e cêntimos.
A miúda andava um bocadinho aflita com as contagens (ainda há poucas semanas entraram na centena, e já é suposto saberem fazer contagens com cêntimos até ao 100... enfim... mais uma patetice entre muitas outras). Estivemos a treinar e depois reunimos o dinheiro todo, notas e moedas de fazer de conta, e meti tudo dentro de um envelope que improvisei com uma folha A4 usada.
Por fora escrevi "fake money/ Gr." e guardei-o na mochila dela.
No dia seguinte, ouço-as às duas na converseta. De repente, a Gr. dá um gritinho e diz "Mr! está um papel dentro da minha mochila que tem uma palavra feia e o meu nome, mas não é meu!"
A mais velha investiga e explica-lhe o que está escrito no papel.
Moral da história: ambas as minhas filhas conhecem a palavra "fuck".
sexta-feira, 2 de junho de 2017
encontrei
É um bocado disto que me vem consumindo
http://www.glamour.com/story/depression-desire-to-disappear-essay
quinta-feira, 1 de junho de 2017
word games
Não sei porque me consumo assim, mas estou cansada de me consumir assim, com tudo e com nada, e de nada fazer para acabar com a consumição que me consome.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
maledicência
A casa do meu vizinho solteiro, não sei se bom, se mau rapaz, que deve rondar a minha idade, é limpa todas as quartas-feiras pelos papás. Todas as quartas-feiras, os papás, a mamã e o papá, aparecem com baldes, esfregonas, sacos do lixo, panos e paninhos e limpam a casa ao "menino".
gr.
Diz coisas como "espirote" (espera),
"fófi" (calculo que nos esteja a dizer que somos fofos ou algo do género).
O pai é "api" ou "apizinho",
a mãe "ami ami" ou "amizinha".
Sempre brincou muito com as palavras e o crescimento não lhe levou ainda essa qualidade.
Ontem à noite, em resultado de na escola terem ouvido poesia, disse: - "hoje podemos ler uma poesia? não me apetecia ler uma história."
Saquei do "livro da Tila" e bingo! - "foi desse livro que estivemos a ler poemas."
Quase que o lemos de ponta a ponta
sábado, 27 de maio de 2017
obrigada, blogocoiso
Eu já não tenho a certeza de quem comentou quem primeiro, atrevo-me a pensar que foi ela a primeira a vir aqui ao caixote, dada a minha reticência em comentar em sítios alheios. Uma miúda do Porto, a lidar com a vida, cheia de sentido de humor e com textos honestos.
Nunca nos vimos pessoalmente, mas tornámo-nos assíduas no blog uma da outra. Coisa estranha, isto dos blogs, porque, embora não a conheça, sinto uma ternura especial por ela. Aqui há uns dias, enviou-me uma mensagem pedindo a minha morada.
Ontem, na caixa do correio veio um presente dela, que se deu ao trabalho de, sem me conhecer fisicamente de lado nenhum.
Coisa estranha isto dos blogs, que nos leva a sentir afeição por pessoas que não conhecemos.
Obrigada, Isabel, Meninamulher.
um quarto
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