Seguidores

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

passadiço (há quanto tempo não havia diatribes?)

Na manhã do dia 24 de dezembro dei por mim numa sala de espera, à espera que me chamassem para me espremerem as mamas. Que tipo de lunática marca exames às mamas na vépera de natal, arriscando-se a receber um presente especial? Pelos vistos, eu.


A meia-idade e a hipocondria andam de mãos dadas.


Tiro selfies e apago-as no segundo seguinte. A visão do meu pescoço enrugado e das olheiras que me enfeitam os olhos é visão dantesca.


No dia 31 dou por mim a explicar à minha tia mais nova, mas que mesmo assim já entrou nos setenta, como se tira café numa nespresso e chateio-me com as minhas filhas que não largam o cartunenetuorque.


Tapo os ouvidos para dar a entender à minha mãe que pode falar mais baixo e berro com o meu pai que mesmo com "os ouvidos" postos não ouve nada daquilo que se diz.


Bardamerda as noites de passagem de ano! 

sábado, 28 de dezembro de 2019

The f. Word

Um dia destes deixamos de lado aquela palavra começada por f e passamos a usar a outra, começada por c. Fuck cancer! 


 


 


 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

a maldição das máquinas de lavar

Nesta casa, há uma maldição: as máquinas da roupa não aguentam! 


Há cerca de um ano, a máquina avariou de vez. O pai comprou uma em segunda mão (um excelente negócio, que acabou com a dita máquina a ser vendida para peças, depois de meses de sucessivas tentativas de reparação e de meses com roupa mal lavada). Em abril, comprámos uma máquina nova, linda de morrer e eficiente.


Mas que fazia um estardalhaço jeitoso no momento da centrifugação, fosse a baixas ou a altas rotações. Achei eu que andava a aproveitar-me da máquina, enchendo-a de mais e fui metendo cada vez menos roupa. Ouvindo as máquinas dos vizinhos achei que seria normal apesar de a máquina ser nova. "Olha, faz parte, coitadinha, dá-nos musiquinha quando acaba a sua função, mas antes ensurdeceu-nos."


O marco não se convenceu e chamou a assitência técnica. Veredicto: a máquina vinha da linha de montagem com dois parafusos soltos. Bham! Samsung!


E agora? máquina a ser arranjada, montanha de roupa para lavar e vontade zero de ir à lavandaria pública.


Para já, ainda há cuecas lavadas.


Meias... já não. 


 

calendário advento, 2019

Por incrível que pareça, corre tudo sobre rodas, ainda não falhámos uma.


Engraçado é que não me lembro da distribuição das atividades, por isso estou tão curiosa como as miúdas quando nos levantamos de manhã.


Tem muitas vantagens isto de mantermos o calendário: para além de fazermos coisas juntos, parece que andamos com borboletas na barriga para ver "o que vamos fazer hoje". As miúdas acordam mais facilmente, o dia passa melhor. 


O que é que já fizemos? bolachas, macaquinho do chinês (continua a ser a loucura, com elas a correrem para a casade banho aflitinhas de tanto rirem), já temos árvore de natal, sessão de fotos maluca, filme de natal e pipocas... tem sido muito bom. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

a minha primeira parceria

Publipost


Quando a  DMWMA (Don't Mess With my Ass) me enviou dois pares de cuecas para experimentar fiquei um bocado melindrada, mas depois dei uma volta pelos textos mais antigos e cheguei à conclusão de que realmente já me queixei muito de cuecas que se metem onde não são chamadas.


Assim compreendi que era a pessoa certa para avaliar a qualidade do produto.


Fiz questão de andar com cada par de cuecas uma semana seguida para poder fazer uma review justa. 


Após este tempo de uso, posso garantir que as cuecas don't mess with my ass são do melhor. Foram as primeiras cuecas que usei que se coibiram de se meter lá onde o sol não brilha, permitindo-me passar o dia sem me revirar toda para discretamente as fazer voltar ao sítio certo. Para além disso, são fabricadas num tecido muito agradável. Têm cores discretas para quem não gosta de usar cuecas que dêem nas vistas, mas também dispõem de modelos bem sexys, para aquelas meninas que gostam de roupa interior passível de ser vista por pessoal médico e de enfermagem. Afinal, nunca se sabe quando é que vamos parar ao hospital. 


Recomendo vivamente e será certamente, a partir daqui, a minha marca de eleição no que toca a cuecas. São tipo top, top. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

na busca de pequenos nadas

Andar o dia todo mais ou menos desconfortável, com as calças da moda e dois pares de meias calçadas que teimam em enrolar-se pela canela,


com aquelas cuecas mágicas que vão diretamente para o lixo assim que as tiras,


chegar a casa e tirar calças, meias,


enfiar uma calças polares e meias a condizer,


ah! os pequenos prazeres da vida!


 

domingo, 24 de novembro de 2019

fala-se de pão

Ainda não eram onze da noite quando dei por mim esparramada no sofá, num momento de pré sono do qual não sou comprovadamente adepta, por isso resolvi pôr o corpo na cama.


Antes das nove da manhã já estava sem sono, a rebolar no colchão.


Tinha expressado junto de um certo marido a minha vontade de comer regueifa ao pequeno-almoço e o marido tinha acenado que sim, sim, eu comeria a minha regueifa, mas o certo marido dormia ali, ao meu lado, um sono do qual não tive coragem de o tirar.


Levantei-me e às escuras fui tateando em busca de roupa. Com receio fundado de ter vestido uma meia de cada cor e cuecas dele em vez de minhas, saí de fininho. Aparentemente, estava tudo bem.


Dirigi-me à padaria flora, já a aviar regueifas a cem à hora e vim para casa com as minhas. Saídas há pouco do forno, exalavam um cheirinho delicioso. Ainda comprei o jornal do paterfamilias e só depois vim para casa. Sentei-me à mesa e por respeito a quem vinha a seguir, usei a faca. A minha vontade era arrancar dois nacos e barrá-los com manteiga. Assim, papei duas fatias, acompanhadas por uma chávena de leite fumegante. Ah! regueifa! Quentinha, estaladiça, a pingar...vivam os pequenos prazeres da vida! 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...