Definitivamente, não fui talhada para dar aulas a miúdos. Não tenho paciência para repetir mil vezes a mesma coisa, para ter de explicar duzentas vezes que é para fazer com lápis e não com caneta ou o contrário, para dizer que não, não pode ser com caneta de brilhos, que estejam calados e escutem, que têm de esperar que eu acabe de falar, que é na página 20, que é para pintar com lápis de cor ou caneta de feltro, que também pode ser com lápis de cera se não tiverem nenhum dos outros, que eu arranjo se não tiverem nada de nada, que não, não podem ir à casa de banho durante a aula, não tenho paciência para ouvir que o dente do primo da tia caiu, ou que o cão do tio fez cocó no chão da sala.
Mas acima de tudo, não lido bem com o facto de ter um pinchavelho a dizer-me que não, não faz o que mando, porque eu não mando nele, e não poder mandar-lhe um estalo, que era o que o pestinha merecia, se não levo com a mãezinha, mais o agrupamento e os adeptos das ciências ocultas, perdão, da pedagogia em cima!
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