Duas filhas, ambas teimosas.
Uma teimosia chata, que me dá cabo da paciência, mas que se revela de forma completamente diferente.
A Mr. , quando decide que quer uma coisa, é uma chaga, daquelas que mói, mói, mas mói, chora e só se cala quando lhe oferecem alternativa válida. Por exemplo, pede para ver um DVD e, mesmo ouvindo sempre não, continua a pedir, segue-nos pela casa, argumenta - "mas..." e reargumenta e só pára para chorar e amuar ou quando oferecemos um substituto, como brincarmos com ela, ainda que haja uma catrefada de coisas para fazer e depois jantemos às nove da noite.
A Gr. também faz uso deste expediente, mas recorre mais ao empreendedorismo. A Mr. argumenta, a Gr. age.
Perante a resposta "não, não vais ver nenhum DVD", primeiro atira-se para o chão aos guinchos, depois vou encontrá-la agarrada a um DVD qualquer, com os comandos na mão, tentando pôr ela mesma o DVD a funcionar.
Vou fazer o que sugerem os pedagogos e encarar esta teimosia como persistência e esperar que no futuro uma atinja os seus objetivos pela dialética e a outra pela ação (que feio escrito assim).
Bem, segundo o psicólogo Quintino Aires, "especialista residente" do VOCÊ NA TV, há que dizer que não e não ter medo de o dizer.
ResponderEliminarSe os filhos perguntarem "porquê", diz-se "porque não", resposta que não tem contra-argumentação.
Ele estava a falar do uso do telemóvel por parte das crianças e os pedidos que estas fazem aos pais para o terem, cada vez mais cedo. Mas penso que ele aplicaria esta regra a outras situações.
Mas também sabemos que nem todos os psicólogos concordam entre si....
O Quintino é um maniqueísta! Para ele as coisas são pretas ou brancas, não há shades os grey naquela cabeça.
ResponderEliminar