Fui ao Porto passear e assustei-me com a quantidade de gente na rua, nas lojas, nos cafés, nas esplanadas. Assustei-me com a fauna que circula agora, com as funcionárias das lojas, maquilhadas, mas feias e mal encaradas, que falam das vidas pessoais à frente dos clientes.
Fui ao Porto, percorri a baixa de cima a baixo, entrei várias vezes na fnac, várias vezes peguei em livros para trazer, de todas as vezes pousei-os, pensando que o dinheiro deles dava para comprar packs de leite e sacos de cenouras e que se comprasse os livros não ia ter dinheiro para lanchar, vi uns edredons giros para a minha sobrinha que aí vem, mas andar sem multibanco tem as suas desvantagens.
Sentei-me no único café decente que me pareceu mais vazio e lanchei. O M. chegou, comeu um bocadinho da minha torrada e fomos embora.
Vim para casa com uma sensação de vazio enorme. Parece que sair e não gastar dinheiro não é normal. Andámos este tempo todo a viver acima das nossas possibilidades e agora olha...
Se tivesse ido ter contigo, partilhava dessas descobertas. mas não fui. Fui lenta, preguiçosa e perdi uma tarde de Porto.
ResponderEliminarHouve uma altura em que comprava muitos livros em alfarrabistas, muitos a 1 euro. :-) Agora já nem compro, vou à biblioteca.
Não comprar nada, quando os saldos nos atacam, é uma vitória!
Viva a Gabi!
Não perdeste nada de especial, que as férias não são férias se não houver momentos dedicados à preguiça e à lentidão! E eu sou uma vitoriosa, sim senhor!
ResponderEliminarI'm a winner, je suis une gagnant, una ganadora!