Há quase um ano que faço barre terre, que no início deste ano passou a chamar-se barre terre fitness, porque está mais orientado para o fitness e para quem quer perder peso e gorduras chatas que se acumulam.
Em resultado, a nossa instrutora, uma russa assim a atirar para o baixinho como eu, mas com uma flexibilidade digna de uma contorcionista do Cirque du soleil, tem apostado mais em aulas de cardio, sempre a bombar.
Em resultado, temos aumentado a carga de peso com que trabalhamos e as repetições que fazemos.
É ver-nos a subir e descer cadeiras (quais steps, qual carapuça, cadeiras com meio metro de altura é que é), a saltar com dois kgs em cada perna, a fazer prancha e fazer flexões à louca (eu queria, mas os meus bracitos não ajudam).
Em resultado, volta e meia, andamos todas (somos só mulheres) com andares novos. Hoje, se pudesse deixava os gémeos em casa.
A N. (nossa instrutora) não pára e não deixa parar. Eu vou olhando pelo espelho para as minhas figuras e para as mulheres que partilham estas sessões de tortura comigo. O monólogo interiror que mantenho comigo costuma ser do género: este exercício é engraçado, olha a música a bombar, ui cá bom, que estou a aguentar tão bem, já deve estar quase a acabar, ai caraças que afinal ainda vamos continuar, já não sei quantas fiz, já não sei se é esta a perna, ai merda que me dói tudo, ai chiça pá, vou parar, não vou nada, se a X. não parou também não páro, páro, páro, não páro, pá, ai ca dores, ai vou morrer!
A Rita, que fica logo atrás de mim, costuma dizer que, às vezes, olha para mim e teme que eu vá vomitar.
No entanto, lá estamos nós batidas duas vezes por semana!
Estes meus gémeos hoje é que estão para aqui a chatear-me. Arre!