sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

pausa para balanço

Sem acesso à net em casa, aproveito para deixar o blog em pausa.


Regressamos em Janeiro.


Até lá, um bom final de ano.


 


Obrigada a todos os que fizeram do meu 2014 um ano melhor: pais, marido, filhas, irmão, sobrinhas, amigos e "loucos e loucas" que me lêem e ajudam a fazer deste blog o que ele é.


 

sábado, 21 de dezembro de 2013

das noites e das histórias para dormir

Nesta casa, há duas histórias por noite, de acordo com o número de filhas. Elas assim o exigem e nós satisfazemos a exigência com muito gosto (AAHHH, está bem! nem sempre!).


 


Há histórias que agora me fazem impressão, como Hansel e Gretel, a de um ogre que come as filhas por engano e as que metem barrigas abertas e depois cosidas com uma agulha.


Tenho de fazer um esforço por me lembrar que, quando crianças, recebemos as mensagens de outra forma.


 


Quando criança, não me fazia confusão nenhuma que da barriga do lobo mau saíssem a avózinha e o capuchinho vermelho.


 


Quando criança, a única história que me fazia confusão era a da princesa e a ervilha!


 


Não me cabia na cabeça aquela coisa de a princesa não conseguir dormir por ter uma ervilhinha lá no fundo, no último dos dez colchões em cima dos quais dormiu.


 


A história que mais me assustava era a da cabra cabrês que te salta em cima e te faz em três.


O susto não me impedia de a pedir vezes sem conta à minha mãe.


 


O meu pai contava histórias a atirar para o surrealista, às quais nós achávamos piada, apesar de ainda não termos idade para apreciar verdadeiramente o estilo nonsense.


 


Escrevo este post tendo como banda sonora a história que o M. conta, neste momento, às nossas filhas.

há os caça fantasmas

estão a ver?


E depois, há os caça erros!


Os meus pais!


Obrigadinha....

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

a vida tem destas coisas

A vida tem esta coisa fantástica de nos colocar perante situações daquelas que, de fora, nos fazem saltar de indignação e gritar aos quatro ventos "venham eles, venham, a mim não me apanham, ah não!".


De fora.


Lá dentro, bem no centro da ação, nem todos conseguem. Eu não consegui.


Em sonhos, nestas últimas noites, refiz o meu dia 18. Nos sonhos, sento-me na cadeira, mas levanto-me, rasgo os papéis e saio. Assumo as consequências de não fazer.


 


Quando acordo, faço por aceitar que não fui capaz de não fazer, por cobardia.


 


A vida tem destas coisas.


 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

vergonha

Fui.


Para ver o que acontecia.


Sem saber o que iria fazer.


A dois minutos do início decidi que não entraria na sala. Um antigo colega do M. que estava a acompanhar a namorada, que também ia fazer, puxou-nos para a entrada, colegas do quadro daquela escola incentivaram-nos, "nunca se sabe, vão, vão". Nós fomos, autómatas.


Entrei na sala faltava um minuto para terminar a tolerância de atraso. Sentei-me e perguntei se todos íamos fazer aquela merda. Pediram-me dignidade!


Dignidade a quem trabalha há 12 anos e se vê forçada pelas circunstâncias a fazer uma prova que nada prova.


 


Fiz a prova, estive dentro daquela sala, vigiada por colegas, e o tempo todo só senti vergonha. Vergonha por mim, por não ser capaz de não a fazer, vergonha pelos colegas na mesma situação, vergonha por aquelas "colegas" que nos vigiavam, como se fôssemos alunos a fazer um exame nacional.


Vergonha!


 


 


 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

só para ficar registado

Os putos terminaram a coreografia de atividade física e desportiva. Aproveitei a boleia e dei indicação de que seria aquele o momento para cantarem a canção que andei na última semana a ensaiar com eles.


Assim que me viram passar a máquina fotográfica (elegeram-me repórter de serviço) e perceberam que iam cantar, começaram os oitenta e tal putos a gritar em uníssono: inglês, inglês, inglês....


 


Foi bom!


 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

não escrevo

Em greve.


Só me apetece escrever para expor o meu terror perante o que vai acontecer no dia 18.


Como já está tudo farto de me ouvir, não escrevo.


Regresso no pós.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Mas será que sou a única a passar pela puta da prova?


 

sábado, 14 de dezembro de 2013

festas para que te quero

Ele é festa do infantário, ele é festa da escola minha, ele é festa da catequese, ele é festa da escola dela, ele é festa da academia onde faço barre terre...


E, em quase todas, dou o ar da minha graça!


Ele é teatrinhos, músicas, coreografias....


Ele é ensaios para tudo e mais alguma coisa!


 


E no meio de tanto ensaio, mal olhei para testes psicotécnicos, para me preparar minimamente para a merda da prova de acesso à carreira docente. Estou folixada.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Termos de Pesquisa - Ontem (12/12/2013)


  1. as putas - 6

  2. feicebuque - 4

  3. putas de casa - 1


E é isto. Todos os dias!


Tenho de pensar bem nas ilações que posso fazer.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

como é possível

...gostar de um blog cuja autora se chama mónica piolho (lice)?

festa de natal na escola



Esta é a música que os meus alunos vão cantar na festa de natal da escola! Esta é a música que tenho ouvido em todas as aulas, sem interrupções, esta é a música que canto, na minha cabeça, enquanto não adormeço, esta é a música que me vai levar ao suicídio!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

por favor...

alguém me explique o que é uma "selfie"...

nova era (fotográfica)

Inicia-se uma nova era neste antro de devassidão da minha alma e de estupidez (vai dar no mesmo): aprendi a uploudar fotografias.


Ide, quem quiser, ver o foto ilustradora do post sobre a sobremesa assustadora que comemos no dia das bruxas.

ganhar estofo

Eh pá, que bom! Está tudo a correr tão bem... a miúda, parecendo que não, adaptou-se bem à primária (ensino básico, ensino básico), já está a ler, as contas não dão chatices... que bom!


 


Depois, vêm assim umas histórias de brincar sozinha, de não a deixarem brincar por ser pequenina, de fazer por gostar de estar sozinha, assisto à cena de ser "gozada" por não ter a mesma velocidade na natação, vejo a tristeza nos olhos e penso cá com os meus fechos e molas que, se calhar,  a coisa não está a correr tão bem.


 


Não posso fazer nada, só relativizar e dizer-lhe, as vezes que forem necessárias, que não se ganha sempre, que ela tem trunfos que muitos não têm....


Não posso fazer nada.


 


Só esperar que a rapariga ganhe estofo, endureça e bola prá frente!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

noites do camandro

Há cerca de uma semana que é assim:


adormecem por volta das 22h (devia ser mais cedo, mas tenho uma mais velha que gosta de estar acordada e uma mais nova que com a sesta tem sono mais tarde),


aconchego-me no sofá em frente à lareira com um livro ou com o computador,


adormeço e acordo por volta das 23h,


vou para a cama, onde me encolho para não perder o calor que vem comigo,


por voltas das 3 começa a dança


 


- pesadelos, tosse, sede, nariz tapado, fome, xixi, sede outra vez, mais pesadelos, mais tosse...


- levanto-me às 7.30 mais podre do que quando me deitei.


 


Há sempre uma fase nova ou qualquer coisa que as faz não dormir a noite toda.


Creio que já aqui escrevi que os pais que se gabam de nunca ter perdido uma noite de sono por causa dos filhos deviam ser passados pelo ferro de marcar gado!


 


 


 


 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

do fim de semana

Enfardar toneladas de doces de natal: check!


Aparecer em frente a metade da população da Batalha com um lençol a fazer de fralda: check!

sábado, 7 de dezembro de 2013

já não me enganas

Ao almoço


 


Gr. "quero sumo de uaranja."


Mãe: "não há."


Gr. "há, há. Há uaranjas na sala."


Mãe: "pois, são laranjas, não é sumo de laranja."


Gr. "Lá dentro das uaranjas há sumo. Abes a uaranja e deitas o sumo pa dentro do copo."

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

podes vir

Do pendente que fizemos para a escola da Gr. sobraram corações, que eu pendurei pela casa, à laia de decorações natalícias.


Podes vir, são valentim!


Perdão, podes vir, natal!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

...

Mandela...

exercício físico e os meus monólogos interiores

Há quase um ano que faço barre terre, que no início deste ano passou a chamar-se barre terre fitness, porque está mais orientado para o fitness e para quem quer perder peso e gorduras chatas que se acumulam.


Em resultado, a nossa instrutora, uma russa assim a atirar para o baixinho como eu, mas com uma flexibilidade digna de uma contorcionista do Cirque du soleil, tem apostado mais em aulas de cardio, sempre a bombar.


 


Em resultado, temos aumentado a carga de peso com que trabalhamos e as repetições que fazemos.


É ver-nos a subir e descer cadeiras (quais steps, qual carapuça, cadeiras com meio metro de altura é que é), a saltar com dois kgs em cada perna, a fazer prancha e fazer flexões à louca (eu queria, mas os meus bracitos não ajudam).


 


Em resultado, volta e meia, andamos todas (somos só mulheres) com andares novos. Hoje, se pudesse deixava os gémeos em casa.


 


A N. (nossa instrutora) não pára e não deixa parar. Eu vou olhando pelo espelho para as minhas figuras e para as mulheres que partilham estas sessões de tortura comigo. O monólogo interiror que mantenho comigo costuma ser do género: este exercício é engraçado, olha a música a bombar, ui cá bom, que estou a aguentar tão bem, já deve estar quase a acabar, ai caraças que afinal ainda vamos continuar, já não sei quantas fiz, já não sei se é esta a perna, ai merda que me dói tudo, ai chiça pá, vou parar, não vou nada, se a X. não parou também não páro, páro, páro, não páro, pá, ai ca dores, ai vou morrer!


 


A Rita, que fica logo atrás de mim, costuma dizer que, às vezes, olha para mim e teme que eu vá vomitar.


No entanto, lá estamos nós batidas duas vezes por semana!


Estes meus gémeos hoje é que estão para aqui a chatear-me. Arre!


 


 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

o natal e as bipolaridades

Muitas coisas na cabeça, mas não me apetece fazer planos.


O dia 18 (para quem não sabe, dia de prova de acesso à carreira docente, como se quem não está vinculado ao ministério precisasse de uma prova para ter uma carreira docente) paira sobre mim como um machado!


Não consigo pensar em nada de jeito ligado a esta época por causa da porcaria do dia 18.


 


Ainda não pensámos nas prendas, que são muitas e que precisam de imaginação porque não há muito que gastar, ainda não está bem definido onde vamos passar o dia 24, ainda não conversámos sobre as prendas das miúdas nem sobre as nossas; ainda não fizemos a árvore de natal nem enfeitámos a casa.


 


Pensar nestas coisas seria deixar entrar o espírito do natal, de que bem precisamos, porque o espírito da época tem a ver com as pessoas de quem gostamos e pensar nas prendas é pensar nas pessoas de quem gostamos. Enfeitar a casa ajuda a enfeitar a alma (embora o meu paterfamilias esconjure este tipo de preparativo).


 


E eu não consigo fazer nada. Ergui um muro que só conseguirei derrubar no dia 18, como se a merda da prova fizesse alguma difererença prática na minha carreira.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

apontamentos

Fiz um bolo rei de chocolate à experiência, porque inscrevi-me para o concurso de doces de natal da escola da Gr.


Não misturei os ingredientes na ordem certa, a massa não levedou, não cresceu no forno e o que era suposto ser um bolo fofo é mais um biscoito gigante, que até se come.


 


Quando me candidatei ao concurso nacional de professores, a minha candidatura não foi aceite porque me enganei numa data qualquer, a escola não validou a correção e quase ficava de fora.


 


Agora, vou na mesma ter de fazer a prova de acesso à carreira docente. Apesar de sempre ter trabalhado, no cálculo final, não tenho cinco de tempo de serviço. Isto desde 2002!


 


Agora, a escola ainda não validou a minha inscrição para a merda da prova, na qual de certeza vou chumbar.


 


Creio que o universo me anda a enviar sinais. Eu devo ser surda ou parva. Se calhar, ambas!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

espírito da época

Tenho andado, como todos os anos, a inflar. Está na altura de começar a encher o corpo e a alma das ideias ligadas ao natal.


A dra. Xaninha já me avisou, via sms, hoje às oito da matina, da abertura oficial da época natalícia  (ouviu o "last christmas, dos wham, na radio), tenho de fazer pendentes natalícios para a escola da Gr., um bolo rei de chocolate para a festa e convencer-me de que sou o menino jesus da peça de teatro.


Falta montar a árvore e comprar as 12456 prendas.


 


Agora, haja paciência e o resto (calma, ideias boas, chás quentes, mais paciência e capacidade de dar).


 


Venha daí o natal!


 


domingo, 1 de dezembro de 2013

internem-me

Confesso. Tenho manias que roçam o obsessivo compulsivo.


 


Não volto atrás para ver se fechei portas ou se desliguei o gás, não tenho de entrar sempre com o pé direito...


 


Mas, as toalhas e tapetes têm de estar milimetricamente alinhados, até os panos de cozinha pendurados na pega da porta do forno.


Tapetes tortos, enrugados nalguma ponta deixam-me fora de mim. Nas casas de outras pessoas passo as passas do algarve, porque não posso andar a endireitar nada.


Fui-me logo casar com um tipo que, por onde passa, deixa rasto: tudo desalinhado!


 


Não consigo adormecer com a porta do quarto aberta nem com qualquer tipo de luz, por menor que seja.


 


Outra coisa que me deixa fora de mim é ver utensílios usados de forma incorreta. Colheres de sopa são para comer a sopa, não são para preparar leite ou servir arroz da travessa, nem para mexer o cozinhado. Os tupperwares são para guardar alimentos crus ou cozinhados, não servem para bater bolos.


 


Internem-me...


 


 


 


 


 

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...