terça-feira, 7 de janeiro de 2014

acerca dos balanços

Não gosto. Põem-me em contacto direto com o que queria ter feito, ainda que não o tenha verbalizado, com as expetativas que criei e sairam defraudadas, com os meus falhanços.


A culpa só a posso atribuir à minha inércia e pessimismo.


A cena de pensar que vou falhar, que vai tudo sair uma merda corta-me as pernas.


E quando me ponho a pensar no que deixo de fazer com medo do falhanço, do espalhanço no chão, sou eu que tenho vontade de me atirar para o chão e pisar-me a mim própria como se pisam os insetos nojentos.


 


O M. que me conhece melhor do que ninguém já sabe como funciono: nas situações em que gostava de me sair bem, mas sei que posso à partida fazer tudo mal, boicoto-me, aparvalho!


 


Estão a ver as fotografias de pose? Nelas, como sei que o mais certo é ficar mal, faço a pior careta possível! E fico mal, de certeza, mas fiz de propósito, não há cá expetativas defraudadas.


 


E sou assim, na minha vida, no dia a dia.


E é uma merda!


 

5 comentários:

  1. Deixa-te de coisas e começa mas é a pôr em prática o que desejas! É hora!

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  2. Como se costuma dizer, pior do que experimentar e falhar é mesmo não experimentar com receio do falhanço! E a verdade é que é normal que haja falhas, mas podemos sempre tentar mais uma vez e ir melhorando uma vez e outra! A prática faz a perfeição! ;-)

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  3. Pois sei como é... sei que quando levas as coisas a sério, consegues faze-las e que, na verdade, serão mais as coisas que fazes do que as que deixas de fazer.
    Sei também que não te deixaria pisares-te como se fosses um inseto, até porque sou contra pisar insetos. Gosto deles, são bonitos e imprescindíveis, até para nós... mas gosto ainda mais de ti. Desculpa se não sou mais. Luv.

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  4. Sim, Margarida. Mas, às vezes, os espalhanços são tantos que nem apetece tentar....

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