Gosto muito dos textos do João Miguel Tavares, especialmente aqueles em que ele reflete sobre a paternidade.
Revejo-me na ideia de que "a boa entrega - aos teus filhos, à tua mulher, ao teu próximo - tem de ser uma entrega pacificada, e não revoltada. E as minhas entregas - porque eu entrego-me - são, demasiadas vezes, bastante revoltadas."
Substitua-se ali a entrega à mulher por marido e esta sou, a que tem de se domesticar para colocar os interesses das filhas e do marido acima dos seus. Aquela que não vai ao barre terre porque o marido tem de trabalhar e não pode ficar com as miúdas, mas fica revoltada e chateada, por exemplo.
E sei que internamente seria uma pessoa bem mais tranquila se essa "desistência" do que me faz feliz em prol do que as faz felizes a elas fosse encarada como uma felicidade e não como uma fatalidade.
Sim, é este o tipo de mãe que sou.
És mulher. És humana.
ResponderEliminarÉs uma mãe que as ama mas não se anula.
Isso, no meu livro, é motivo de orgulho.
Beijinho,
Percebo perfeitamente o que queres dizer, só trocava a palavra desistência por aceitação. Como em tudo, acho que é no equilibrio de ambas as situações (os teus interesses vs os dos outros) que está a felicidade, e chegamos lá por tentativas. Não serias totalmente feliz se apenas servisses os interesses dos outros, em total aceitação... Serias a Madre Teresa de Calcutá ou Nossa Senhora :)
ResponderEliminarQuanto mais servires os teus interesses, mais realizadas serás e mais facilmente te entregas às tuas filhas e marido, senão, o que terias tu para partilhar? Só azedume e frustração.
É a procura do equilíbrio que me dá cabo da cabeça....
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