quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

a minha mais nova já merece e preciso que fique registado (aos poucos porque há muito para dizer)

A Gr. é uma miúda meiga, que gosta de dar beijinhos assim do nada, que adora ouvir que gostamos dela e faz assim um ar entre o comprometido, embaraçado e o deliciado, com a cabeça para baixo que me deixa perdida de amores.


 


Há cerca de ano e meio, saímos de uma consulta de psicologia do desenvolvimento com o coração aos pulos.


A Gr. recusava ir para a escola, a educadora começou a puxar mais por ela, para que ela se envolvesse com o grupo e participasse nas atividades conjuntas e chegou à conclusão de que havia ali um bloqueio qualquer. Começámos por pensar que seria apenas uma inadaptação à escola, mas achávamos estranho.


A educadora, atenta e também preocupada, perguntou-nos o que achávamos da ideia de ela ser observada em sala por uma psicóloga que já há alguns anos colaborava com a escola. Concordámos e aguardámos a dita observação.


 


O que nos comunicaram então não foi propriamente novidade: a Gr. era uma criança um "bocadinho" anti-social.


Brincava muito bem sozinha, fazia os seus jogos sozinha e, nos momentos de grupo, ficava, não só calada, mas também alheada do que estava a passar-se e esse alheamento era voluntário. 


Em casa, era frequente vê-la a brincar sozinha, mesmo quando havia amigos, mas tínhamos aquela secreta esperança de que na escola a coisa fosse diferente. 


 

3 comentários:

  1. As crianças têm o seu próprio tempo. Nós temos os moldes e queremos enfiar todos lá dentro mas nem sempre cabem... Quem sabe se não muda com a idade?

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  2. Eu vinha dizer o mesmo que o/a trocatintas. Que poderia ser "só uma fase". Pelo teu comentário, percebi que a situação terá evoluído favoravelmente nesse ano e meio. Ainda bem!

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