segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

sem título

Volto à casa fria e ao silêncio.


Volto ao estendal na cozinha, cheio de roupa que não seca.


Volto às manhãs de pasmaceira e tardes de corrida entre tpcs, banhos, jantares, "não quero ir para a cama".


Volto.


Entre os ires e os vires, nada muda e tudo fica diferente.


Elas crescem e nós encolhemos. Encolhemos nas palavras que dizemos um ao outro e nos gestos, encolhemos em tantas coisas.


Entre o que muda e o que fica igual, apesar de tudo e por tudo, amo-te, meu marido. 

3 comentários:

  1. Tempo para a G. e o M. estarem a sós!
    Namorar é indispensável!
    Bjinhos

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  2. Pois é... às vezes, perdemo-nos na voragem dos dias (olha eu a escrever à laia de pedro chagas freitas). :D

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  3. Não tenho nada contra lugares comuns!
    Gosto é de os viver e sentir...

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