segunda-feira, 1 de agosto de 2016

notas

Os canadairs passam pela casa mil vezes ao dia. O fumo tapa o azul do céu e ao entardecer o sol parece uma bola de fogo a afundar-se na montanha. Assim, nunca mais pára de arder.


Aqui os homens mais velhos ainda usam suiças e já está tudo cheio de avecs que chegaram mais as suas tatuagens, o orgulho de ser português e o paradoxo de não saberem falar a língua.


Já estamos em Belmonte.  

3 comentários:

  1. Gostei do retrato. Pena os fogos.

    ResponderEliminar
  2. O calor e gente maluca a fazer das suas.

    ResponderEliminar
  3. Vou pedir a quem se deve pedir que fique à porta do castelo um azulejo assim: "seja bem vindo quem vier por bem"...

    ResponderEliminar

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...