Podia comer o mundo todo hoje e mesmo assim ficava vazia.
sexta-feira, 28 de abril de 2017
diz-me ele
"na sexta janto com ex-colegas."
"no domingo janto com ex-alunos"
isto deve ser o prenúncio de para a semana janto com ex-namoradas.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
A juntar à preguiça
jantei sapateira, camarão, leitão, batata frita, mousse de chocolate, bolo de chocolate e Fechei com um cálice de porto. Ámen. Estou bem f@##%#!
Se eu ficar barriguda gostas de mim na mesma?
Ando em campeonatos com a preguiça. A cabra tem vencido todos os jogos.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
na cidade grande
Foi muito giro observar a atitude das miúdas na "grande cidade". Sempre a cirandar pelo meios dos adultos e do cão, não queriam nada com mãos dadas, em filinha indiana nos passeios estreitinhos e cheios de andaimes, a descer São Pedro de Alcântara como se vivessem ali e fôssemos só à loja da esquina comprar pão.
Na relva na zona de Belém a correr despreocupadas, mirando o Tejo e a outra banda, atrás do gordon.
No Parque das nações cheias de perguntas sobre o porquê de haver tantas pessoas de outros países, "tantas pessoas cor de chocolate! dizia a Gr. "E tantos chineses!" dizia a Mr.
A exposição foi, afinal, o que menos impacto causou. Ver uma série de artefactos replicados, dispostos com explicações pouco explicativas foi uma merda e um valente mau investimento.
feriado na capital, a continuação
Depois de uma noite pouco dormida, levámos o gordon a passear e fomos procurar um sítio onde se vendesse pão. Encontrámos uma padaria do bairro e levámos mantimentos para os gajos e para nós.
Consta que foi um pequeno-almoço memorável: iogurtes líquidos, leite achocolatado, croissants de chocolate, pães de deus e fruta.
Consta que foi memorável: "a minha parte preferida, eu não sei explicar porquê, foi o pequeno-almoço."
O plano para o dia incluía o miradouro mais perto, afinal andávamos de mochila às costas, Belém com pastéis e o motivo principal da nossa ida a Lisboa: a exposição sobre a descoberta do túmulo de Tutankamon.
feriado na capital
Passámos a noite de 24 para 25 em Lisboa, com a rita, o rui e o gordon. Reservámos um pequeno apartamento no Bairro Alto.
Nota mental: nunca mais, exeto se quisermos ir beber uns copos até às tantas. Tive muita pena dos moradores da zona, que todas as noites têm de aguentar urros e gente a berrar em várias línguas até de madrugada. Será que é como morar ao pé da linha do comboio? A certa altura deixas de ouvir?
Tenho de dar os parabéns ao fotógrafo que tirou as fotografias do apartamento. Fez de cada divisão um esplendor de espaço e decoração, à conta dos enquadramentos e dos ângulos que usou para fotografar aquele nico quadrado de casa.
Mais a seguir, por volta das nove, que diz que as nove da noite são o prime time nos blogs e quero testar a teoria.
terça-feira, 25 de abril de 2017
sexta-feira, 21 de abril de 2017
random
São umas matracas, as minhas filhas, quando as vou buscar ao atl, às sextas-feiras.
Estou cansada de uma tarde a repetir mil vezes as mesmas coisas a miúdos agitados, cheios de açucar, cansados de estar metidos numa sala.
E elas não se calam, tantas são as novidades, tantas as coisas que querem contar, atropelam-se uma à outra, zangam-se e eu só quero um bocadinho de silêncio, um comando que tenha o botão de pausa para eu acionar.
Depois, chegam a casa e metem-se no quarto, a brincar uma com a outra. Dão-me a pausa que secretamente pedi, enquanto debitavam palavras à velocidade da luz, no carro em andamento.
E fico aqui, sentada, a achar estranho. Criaturas estranhas que somos todos.
Posso?
Regressei ao trabalho na quarta, ontem não dei aulas porque é dia livre. Posso na mesma gritar e cantar É SEXTA-FEIRA? Posso?
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Macho que é macho
come de pé. Espalha migalhas pela cozinha toda, mas não se senta, que comer sentado é cena de Gaja.
comer
Gosto de comer!
Pronto, já disse.
Estou sempre a pensar no que vou comer a seguir, sempre a pensar em coisas para comer e no que hei-de fazer ao jantar e ao almoço e no que posso comer ao lanche da manhã e da tarde e no meio dessas refeições todas.
notas para memória futura
A mais nova está que não se aguenta com saudades das férias grandes e da "nossa casa no alentejo",
para quem a vê com menos frequência, está quase irreconhecível: sociável, comunicadora afável (há uns tempos não tinha filtros, dizia o que lhe ia na alma e no pensamento, agora controla os ímpetos de comunicar questões que ela imagina que possam perturbar os interlocutores),
a caligrafia está mais regular,
lê tudo,
tem um razoável cálculo mental,
gosta da escola, mas continua a expressar desejo de ficar em casa, ao pé da mãe, todos os dias.
A mais velha continua igual a si mesma: fala, fala, fala, fala e o problema é que ainda tem muita dificuldade em perceber os momentos em que pode dar liberdade a toda a torrente de informação que quer passar e aqueles em que deve estar caladinha e focada numa qualquer atividade.
Gosta muito de banda desenhada e de ficção. Se o livro a cativa já não tenho de a obrigar a ler (caraças, coisa que achei que nunca ia ter de fazer!)
É uma comunicadora nata, possui um vasto vocabulário e sabe encadear as ideias de forma clara. Canta muito, afinadinha...
Vejo nela muitas coisas minhas (cantar não é uma delas) e assusta-me que as suas inseguranças também já foram as minhas, algumas ainda são. O Marco diz que eu e ela somos muito diferentes e que um problema meu é eu estar sempre a projetar-me nela, para o melhor e para o pior. Já eu acho que projeto muito nela a forma como cresci e a relação que tive com a minha mãe.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
o workshop, ou em português de Portugal, a oficina de teatro
Devia ter sido assim:
Um anfiteatro.
Um grupo de mais novos das duas às três.
Um segundo grupo de mais velhos das três e meia às quatro e meia.
Exercícios de aquecimento do corpo e da voz, com uma musiquinha de piano, exercícios de expressão dramática mais ou menos livres, jogos de exploração da voz e da expressão corporal, dramatização de um pequeno conto, mais infantil para o grupo dos mais novos, mais "adulto" para o grupo dos mais velhos.
Como foi na realidade:
um pavilhão gimnodesportivo para albergar quase quarenta putos todos ao molho e fé em deus,
quarenta putos a correr e a gritar pelo pavilhão fora,
quarenta putos a correr e a gritar,
uma "formadora" a gritar "não, pá, não...."
Uma "formadora" a pensar "que se foda, isto é para eles se exprimirem, que gritem para aí."
Uma "formadora" a tentar reunir os putos todos, numa de: já agora, vamos dramatizar alguma coisa.
Os putos a dramatizarem cenas de contos tradicionais.
Mais uma experiência para o currículo.
Canibalismos há muitos
Partimos para férias deixando um rasputine às portas da morte. O peixe ora ficava quietinho no fundo do aquário, ora desatava a dar ao rabo e a comer... Não sabíamos se o mandávamos pela sanita, se o deixávamos no aquário, não fosse o gajo recuperar. Quando chegarmos, não vai haver peixe para contar história, os outros vão come-lo, vais ver. Disse eu. O meu marido olhou para mim, encolheu os ombros e murmurou qualquer coisa semelhante a vão lá agora comer o peixe.... Chegamos e não havia peixe para contar a história, nem um bocadinho a boiar... Temos peixes canibais e não sabíamos.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Abro os destaques do sapo
E a primeira coisa que leio é um erro gramatical de me pôr os cabelos em pé. Dia sim, dia sim.
terça-feira, 11 de abril de 2017
apontamentos escritos
Hoje fiz mais 26 kms de bicicleta.
À tarde, subimos à Torre.
O pai, a meio da subida, levou o mote da mãe a sério (se não param de discutir uma com a outra, o pai pára o carro e vai lá para fora dançar à maluco).
A serra está linda, apesar de ainda ter as cicatrizes dos fogos do verão passado.
Fizemos um caminho de terra batida, desde o Poço do inferno até Verdelhos. Elas iam assustadas, mas depois quiseram correr ao lado do carro. Ainda pensámos duas vezes se não seria fixe pregar-lhes um susto e fugir (está bem, eu pensei)... mas deixámos para outro dia.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Uorqueshop
Serão oficinas de teatro com hora e meia de duração. O meu paterfamilias decidiu atormentar-me.
domingo, 9 de abril de 2017
é o chamado morrer na praia
Já estava planeado haver bicicletas estas férias. O meu irmão arranjou dois suportes e fez-me o favor de trazer uma bicicleta para mim, para além da dele.
Ontem à noite, apresentou-me mais ou menos o percurso: subimos a Santa Cruz, são 8 kms a subir, mas depois o resto é sempre a descer. E podemos parar a cada dois kms na subida.
Torci o nariz. Fazer 8 kms a subir, a subida para a Guarda... não me agradou... mas o man insistiu "faz-se bem, com paragens é fácil, vais ver, depois é sempre a descer..."
Eu devia ter confiado no meu instinto. Ainda não me esqueci daquela vez que fomos de férias para a neve e depois da primeira aula, o homem achou que eu já estava apta para descer a montanha em vez de apanhar os "ovos" para chegar ao hotel. Demorámos cerca de duas horas a fazer um percurso que demoraria uns 10mns de teleférico, mas chegámos.
Dizia eu que não me esqueci dessa viagem, por isso, fui de pé atrás fazer o percurso de hoje.
A subida não foi o que me matou... as pernas aguentaram na boa uma média de 6, 7 kms/h. O que me matou foi a falta de calo numa certa parte do corpo, mais o ombro esquerdo e a dor na cervical, que gradualmente me foram contaminando as costas todas e a cabeça, isso mais a dor numa certa parte do corpo onde me falta calo. Já para não falar do facto de que não era sempre a descer.
A cerca de 4 ou 5 kms de casa, numa reta, imaginei-me a fazer a subida para o Colmeal e comecei a achar que não aguentava mais. Encostei à box e liguei ao marido. Vem-me buscar... tão perto de casa e tão longe. É o que se chama morrer na praia.
Foram quase 40 kms, quase...
sábado, 8 de abril de 2017
quinta-feira, 6 de abril de 2017
exercício narcisista
Honra me seja feita: sou uma medrosa, cheia de reticências, mas quando me estendem desafios, e fecho os olhos, dou um grito mudo (aaaahhhhhh, no que me vou meter aaaaahhhhh) e aceito, vou, faço.
Continuo a fazer parte de um grupo de teatro e a representar papeis sem ensaios em grupo, aqui há uns anos fui dar uma entrevista a uma rádio local, agora vou dar um workshop de teatro.
Que sei eu de teatro exeto pegar num papel, decorar deixas e depois seja o que for?
Nada, portanto. Mas fecho os olhos, grito aaaahhhhhh e vou. Para a semana lá estarei. Que espetacular que sou. Ou que burra!
quarta-feira, 5 de abril de 2017
ser professora de inglês no 1º ciclo
é como ser o marido traído. Somos sempre os últimos a saber de tudo.
terça-feira, 4 de abril de 2017
I can't feel my face
when I'm with you...
Fui ao dentista (à dentista, para ser mais exata).
Eu juro que se tivesse companhia quando saí de lá tinha ido furar a orelha esquerda, para aproveitar a anestesia.
"pode ser que hoje corra bem"
Todos fazemos cenas que sabemos que vão dar merda, na esperança de que naquela vez, pelo menos naquela, as coisas corram bem?
O M.às vezes lembra-se de que tem uma máquina para cortar o cabelo e nesses às vezes cai na tentação de cortar o cabelo a ele próprio ou de pedir a alguém que o faça.
A primeira vítima fui eu. Avisei-o de que não sabia, que ia correr mal, mas ele substimou os meus argumentos e sobreestimou as minhas capacidades. Deu merda, claro. Ficou com uma carecada na parte de trás tão grande que a seguir o único remédio foi rapar tudo igual.
Ontem, depois de andar a rapar as ervas daninhas do nosso espaço agrícola, lembrou-se de que podia cortar o cabelo. Pediu-me ajuda, embora nem eu nem ele tenhamos esquecido o incidente capilar anterior. Eu recusei ajudar, mas mais uma vez o homem desprezou os meus argumentos e a minha falta de habilidade.
Felizmente, antes de eu poder ir ajudar, o homem resolveu, ele próprio, lixar tudo. Uns cinco munutos depois de ter começado, ouvi "SHIT!!". Lá saiu um cabeça rapada da casa de banho.
Aposto que daqui a um anito irá repetir a façanha, naquela de "hoje vai correr bem".
domingo, 2 de abril de 2017
Dia azul
Hoje é o dia azul e o dia de anos da minha mãe. A minha miúda que já foi azul escreveu isto, hoje, para a avó. Diz que é um poema.
fazer a revolução (outra vez)
Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...
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Estou aqui ou não?
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Estamos em casa. À minha volta vejo sacos e malas. Ouço as miúdas na casa de banho, dentro da banheira, a livrarem-se de sal e areia acumula...