terça-feira, 20 de outubro de 2020

para quê?

Três meses fechados em casa, com idas à rua apenas para compras de supermercado e farmácia.


Três meses a evitar tocar em tudo o que não estava dentro de casa, a desinfetar o que vinha de fora, a não ir ao café, à tasca da esquina, a não cumprimentar a menos de um metro de distância, a usar luvas, três meses a trabalhar em casa....


para depois.... isto....


voltar ao trabalho como se estivesse tudo normal, excetuando o uso de máscaras e a constante desinfeção de mãos, muitas vezes com o gel que vai de casa, porque chega-se a quarta-feira e os frasquinhos das escolas estão vazios e não sabemos quando serão cheios outra vez.


Eles brincam juntos, tudo ao molhe e fé em deus, chegam-se a nós e nós chegamo-nos a eles, porque há coisas para corrigir individualmente e explicar, porque eles ainda pedem mimos, porque máscara e língua estrangeira não combinam, porque sim....


três meses a ter medo de respirar fora de casa para isto... 


 

5 comentários:

  1. Porque vivemos num país de faz de conta que faz as coisas de forma aluada sem pensar nas consequências... Compreendo que o ensino à distância possa não ser o ideal, mas é o que é - ou deveria de ser! - possível neste momento...

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  2. Não completamente à distância como aconteceu em março, que foi horrível, mas ali um meio termo...

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  3. Não fosse eu uma pessoal revoltada com "outras coisas"... eu estou há 7 meses em casa (eu sei, tenho sorte), não tive férias, vejo os meus no indispensável (nem sempre por bons motivos), conto as horas que passo fora de casa e mal me sinto se estou fora... e agora. Puff, mais do mesmo, choros de quem foi à praia e de quem vê os amigos e de quem foi a festas.

    Dizia e bem o outro: "E o burro, sou eu?"

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