sexta-feira, 16 de abril de 2021

para memória futura

Conta, Gabs, como têm sido os vossos dias, nestes tempos covidianos.


Não há muito que contar. Vamos trabalhar, voltamos para casa, vamos ao supermercado, onde gastamos o ordenado, nisso e em gasóleo, afinal, andamos sempre de um lado para o outro, numa de ir levar e buscar filhas, para além das viagens para o intestino delgado e seus (interstícios) de judas.


Esperamos que o descofinamento prossiga, sempre à espera que retroceda, à medida que os casos de covid voltam a aumentar e mantemo-nos por casa, execto nos fins de semana, ao domingo à tarde, quando vamos meter umas bolas nos cestos de basquete do novo espaço da vila.


As miúdas crescem, não gostam de comer nada do que vai à mesa à hora de almoço e jantar, mas entretanto comem tudo o que houver à vista (bolachas, pão, queijo, fiambre, cenouras, maçãs, ovos de chocolate que andam perdidos mas elas encontram, frutos secos). Crescem e a roupa deixa de servir porque não cabe ou porque não gostam (não gostam de nada, agora, pôrra!)


Entretanto, à conta desta constante expetativa do abre, não abre, podemos sair, não podemos sair, ainda não marquei cabeleireiro para nenhuma delas. E o cabelo delas bem precisa. Não compro roupa, nem online porque não acerto nos tamanhos, nem presencialmente que ainda se mantém tudo fechado.


Não é tudo uma merda, é verdade, mas lá que estamos cansados, estamos. Essencialmente porque não vemos um fim à vista e quando não vemos o fim à vista a modos que vamos perdendo esperança. 


 


 


 

6 comentários:

  1. Também estou um bocado farta desta m@rd@ toda...

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  2. Ainda escolho a roupa para os dois mais novos, mas para os mais velhos há muito deixei de fazer. Não gostam de nada. Por isso só compro o que querem.
    Quanto a comida, também nunca ninguém gosta, mas tudo o resto desaparece.

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  3. É a adolescência...
    Eu ando aterrorizada com essa fase...

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  4. Num instante desaparece tudo. Num dia compro meio kilo de fiambre, no dia seguinte já acabou...

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