Conta, Gabs, como têm sido os vossos dias, nestes tempos covidianos.
Não há muito que contar. Vamos trabalhar, voltamos para casa, vamos ao supermercado, onde gastamos o ordenado, nisso e em gasóleo, afinal, andamos sempre de um lado para o outro, numa de ir levar e buscar filhas, para além das viagens para o intestino delgado e seus (interstícios) de judas.
Esperamos que o descofinamento prossiga, sempre à espera que retroceda, à medida que os casos de covid voltam a aumentar e mantemo-nos por casa, execto nos fins de semana, ao domingo à tarde, quando vamos meter umas bolas nos cestos de basquete do novo espaço da vila.
As miúdas crescem, não gostam de comer nada do que vai à mesa à hora de almoço e jantar, mas entretanto comem tudo o que houver à vista (bolachas, pão, queijo, fiambre, cenouras, maçãs, ovos de chocolate que andam perdidos mas elas encontram, frutos secos). Crescem e a roupa deixa de servir porque não cabe ou porque não gostam (não gostam de nada, agora, pôrra!)
Entretanto, à conta desta constante expetativa do abre, não abre, podemos sair, não podemos sair, ainda não marquei cabeleireiro para nenhuma delas. E o cabelo delas bem precisa. Não compro roupa, nem online porque não acerto nos tamanhos, nem presencialmente que ainda se mantém tudo fechado.
Não é tudo uma merda, é verdade, mas lá que estamos cansados, estamos. Essencialmente porque não vemos um fim à vista e quando não vemos o fim à vista a modos que vamos perdendo esperança.
Também estou um bocado farta desta m@rd@ toda...
ResponderEliminarAinda escolho a roupa para os dois mais novos, mas para os mais velhos há muito deixei de fazer. Não gostam de nada. Por isso só compro o que querem.
ResponderEliminarQuanto a comida, também nunca ninguém gosta, mas tudo o resto desaparece.
É a adolescência...
ResponderEliminarEu ando aterrorizada com essa fase...
Muito farta!
ResponderEliminarNum instante desaparece tudo. Num dia compro meio kilo de fiambre, no dia seguinte já acabou...
ResponderEliminarInspira, respira e não pira!
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