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domingo, 13 de março de 2016

Walesa, ela

Ontem à noite fui vendo bocados do filme Walesa, sobre Lech Walesa.


Dou por mim a ver as coisas pela perspetiva da esposa, Danuta, que durante 30 anos esteve ao lado do marido e ainda lhe deu 8 filhos.


Dele, está a internet cheia de informação, nas mais variadas línguas. Dela, só em polaco. Não deixa de ler lamentável.

quarta-feira, 9 de março de 2016

para registo

Não sou fã "deste" dia das mulheres, do qual beneficiam os bares e restaurantes e clubes de strip masculino.


Por mim, devia haver um dia dos homens em que estes, durante 24 horas assumissem TODAS as tarefas que normalmente cabem às mulheres.


Ok, estou a ser estúpida e generalista e redutora, porque há muito homens que são pais e mães e fazem tudo o que o faz a mãe/dona de casa na boa.


No entanto, não posso deixar de registar que o homem cá de casa tem vindo a evoluir no sentido sapiens sapiens sapiens. São já muitas as vezes em que assume ele as tarefas de final do dia, deixando-me a mim livre para fazer o que me apetecer.


Ontem, com a desculpa de ser o dia da mulher, mimou as mulheres cá de casa com um jantar surpresa que incluiu sapateira recheada e baba de camelo.


E eu agradeço do fundo do coração por ter um homem que, gradualmente, partilha mais e mais as tarefas que nos cabem, fruto da nossa opção de vida.


Um homem que é especial como marido, pai, amigo e companheiro.


 


 


 


 

segunda-feira, 7 de março de 2016

parece que vamos ter uma festa de anos de criança cá em casa

Depois da festa do chá, fazia parte dos meus planos não fazer mais festas nenhumas, mas os estupores dos filhos dos outros fazem anos e convidam as minhas filhas, as minhas filhas começam elas também, a pedir festas de anos, para as quais parece mal não convidar os meninos filhos dos outros que as convidaram a elas para as respetivas festas de anos.


Quando uma delas chega a casa com um convite, toda eu tremo porque já sei o que aí vem.


Lá vou ter de organizar uma festa de anos em casa, que compita com as festas que os amiguinhos fazem nos parques temáticos, caros comá merda.


E toda a gente sabe que, em geral, odeio crianças.

literal

Ela é tão literal que no dia em que lhe disseram para ir a casa do amigo comer uma fatia de bolo de anos não queria que a irmã fosse. Se só havia uma fatia de bolo ela não queria dividi-la.

pais desgraçados

Não sei se nas outras casas onde há miúdos também é assim. Aqui nesta, as miúdas ficam muito frustradas quando vamos passear.


Levamo-las à praia, a ver o mar, brincam na areia, veem uma exposição sobre ondas gigantes num forte mesmo à beira de um precipício, comem pela primeira vez um sundae e quando chegam a casa ficam muito chateadas porque "já é noite e daqui a pouco vamos jantar e depois vamos para a cama e não brincámos NADA!!"


Na segunda-feira de manhã, ouvimos de novo os mesmos queixumes, com lágrimas à mistura "nunca podemos brincar ao fim de semana, é só sair de casa, só sair de casa, passear, passear..."


Quem as ouvir chama a CPCJ!

sábado, 5 de março de 2016

apostas?

Aposto que, se em vez deste, tivesse escrito um post a dizer mal do gajo, ele tinha caído cá no mesmo dia.

sexta-feira, 4 de março de 2016

gaja para que te quero

Não sirvo para gaja. Ponho rímel (máscara de pestanas! máscara de pestanas!), mas depois esqueço-me, esfrego tudo e borro tudo!

febre de sexta-feira (literalmente)

Uma caramela doente, com febre de cinco em cinco horas, tristinha de há uns tempos para cá, muito carente da mãe.


Ficámos em casa, hoje. O pai de manhã, a mãe de tarde.


Não deixa de ser preocupante que de quinze em quinze dias a miúda arranje um bicho qualquer.


Quanto à tristeza e carência, estamos a pensar na hipótese de ser efeito secundário do Montelucaste, que toma há cerca de um mês, para prevenir as crises de asma. Será?

quarta-feira, 2 de março de 2016

preparando caminho...

Poderia aqui escrever que me lembro como se fosse ontem, mas seria mentira. Só me lembro de uns pedaços de forma vívida e de outros esborratadamente.


Por exemplo, sei que estávamos sentados num daqueles cafés lá em baixo da avenida dos aliados, um daqueles clássicos que já nem sei se existem, ou era o ateneia ou outro cujo nome também não recordo.


Estávamos sentados em cadeirões acolchoados, com braços de madeira e era hora do lanche. Estaríamos a fazer horas para ir apanhar o autocarro para casa, como fazíamos muitas vezes.


Vês, estes são os momentos esborratados.


Depois, tenho os outros bem claros: uma sensação de descoberta, como um baque que te dá de repente, mas tu não queres acreditar nele a 100% porque é uma coisa duvidosa. Refiro-me ao baque que senti quando percebi, ou melhor, passe a redundância, senti que gostava de ti muito mais do que o simples gostar, quando senti que te amava, que ali havia amor.


Baque! tinha de to dizer, não fazia sentido não o dizer.


Agora, voltam as memórias um bocado apagadas... acho que agarraste na minha mão e ficámos um bocado a olhar alternadamente para os olhos um do outro e para as mãos, não sei porquê, não sei que havia ali nas nossas mãos abraçadas...


Depois, saímos e subimos os aliados, de mãos dadas, como sempre. Mas já tudo era diferente.

terça-feira, 1 de março de 2016

para memória futura

e prova, filhas minhas, de que sou, às vezes, poucas, eu sei, uma mãe cool, daquelas que vai ao pinterest buscar ideias, só que não fui, isto saiu mesmo aqui da cabecinha da mãe: ontem, jantámos na sala, de baixo de um lençol esticado entre cadeiras, à laia de tenda.


Foi um picnic com frango de churrasco do pingo doce, batatas fritas das que fazem mal e salada.


Para sobremesa fez-se a vontade à mais nova que pediu salada de fruta.


Depois, tivemos de ter cuidado com os leões e tigres que andavam lá à volta, à espera dos restos da refeição.


 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...