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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uorqueshop

Serão oficinas de teatro com hora e meia de duração. O meu paterfamilias decidiu atormentar-me.


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domingo, 9 de abril de 2017

é o chamado morrer na praia

Já estava planeado haver bicicletas estas férias. O meu irmão arranjou dois suportes e fez-me o favor de trazer uma bicicleta para mim, para além da dele.


Ontem à noite, apresentou-me mais ou menos o percurso: subimos a Santa Cruz, são 8 kms a subir, mas depois o resto é sempre a descer. E podemos parar a cada dois kms na subida.


Torci o nariz. Fazer 8 kms a subir, a subida para a Guarda... não me agradou... mas o man insistiu "faz-se bem, com paragens é fácil, vais ver, depois é sempre a descer..."


Eu devia ter confiado no meu instinto. Ainda não me esqueci daquela vez que fomos de férias para a neve e depois da primeira aula, o homem achou que eu já estava apta para descer a montanha em vez de apanhar os "ovos" para chegar ao hotel. Demorámos cerca de duas horas a fazer um percurso que demoraria uns 10mns de teleférico, mas chegámos.


Dizia eu que não me esqueci dessa viagem, por isso, fui de pé atrás fazer o percurso de hoje.


A subida não foi o que me matou... as pernas aguentaram na boa uma média de 6, 7 kms/h. O que me matou foi a falta de calo numa certa parte do corpo, mais o ombro esquerdo e a dor na cervical, que gradualmente me foram contaminando as costas todas e a cabeça, isso mais a dor numa certa parte do corpo onde me falta calo. Já para não falar do facto de que não era sempre a descer.


A cerca de 4 ou 5 kms de casa, numa reta, imaginei-me a fazer a subida para o Colmeal e comecei a achar que não aguentava mais. Encostei à box e liguei ao marido. Vem-me buscar... tão perto de casa e tão longe. É o que se chama morrer na praia.


Foram quase 40 kms, quase...


 


 


 


 


 

Parece que vou ali subir a serra

de bicicleta...

quinta-feira, 6 de abril de 2017

exercício narcisista

Honra me seja feita: sou uma medrosa, cheia de reticências, mas quando me estendem desafios, e fecho os olhos, dou um grito mudo (aaaahhhhhh, no que me vou meter aaaaahhhhh) e aceito, vou, faço.


Continuo a fazer parte de um grupo de teatro e a representar papeis sem ensaios em grupo, aqui há uns anos fui dar uma entrevista a uma rádio local, agora vou dar um workshop de teatro.


Que sei eu de teatro exeto pegar num papel, decorar deixas e depois seja o que for?


Nada, portanto. Mas fecho os olhos, grito aaaahhhhhh e vou. Para a semana lá estarei. Que espetacular que sou. Ou que burra!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

terça-feira, 4 de abril de 2017

I can't feel my face

 when I'm with you...


Fui ao dentista (à dentista, para ser mais exata).


Eu juro que se tivesse companhia quando saí de lá tinha ido furar a orelha esquerda, para aproveitar a anestesia.

"pode ser que hoje corra bem"

Todos fazemos cenas que sabemos que vão dar merda, na esperança de que naquela vez, pelo menos naquela, as coisas corram bem?


O M.às vezes lembra-se de que tem uma máquina para cortar o cabelo e nesses às vezes cai na tentação de cortar o cabelo a ele próprio ou de pedir a alguém que o faça.


A primeira vítima fui eu. Avisei-o de que não sabia, que ia correr mal, mas ele substimou os meus argumentos e sobreestimou as minhas capacidades. Deu merda, claro. Ficou com uma carecada na parte de trás tão grande que a seguir o único remédio foi rapar tudo igual.


Ontem, depois de andar a rapar as ervas daninhas do nosso espaço agrícola, lembrou-se de que podia cortar o cabelo. Pediu-me ajuda, embora nem eu nem ele tenhamos esquecido o incidente capilar anterior. Eu recusei ajudar, mas mais uma vez o homem desprezou os meus argumentos e a minha falta de habilidade.


Felizmente, antes de eu poder ir ajudar, o homem resolveu, ele próprio, lixar tudo. Uns cinco munutos depois de ter começado, ouvi "SHIT!!". Lá saiu um cabeça rapada da casa de banho.


Aposto que daqui a um anito irá repetir a façanha, naquela de "hoje vai correr bem".

domingo, 2 de abril de 2017

Dia azul

Hoje é o dia azul e o dia de anos da minha mãe. A minha miúda que já foi azul escreveu isto, hoje, para a avó. Diz que é um poema.


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um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...