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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

calendário 2025

só para registo e memória futura: na primeira semana falhámos TODAS as atividades, nem a primeira se safou (montar a árvore). Andamos cabisbaixos, amuados e sem vontade, cá por várias razões.

Na segunda semana, a coisa engrenou. 

O que tenho feito por que aconteça todas as noites, e ainda não sei se eles notaram, é jantar na sala, com duas velas acesas, uma musiquinha baixinha na "penumbra" e com a mente minimamente tranquila. 

sábado, 22 de novembro de 2025

terceiro lugar

Aqui há uns tempos, na antena 3, falava um senhor que tinha escrito um livro sobre a necessidade de desligarmos. Não sei quem era nem como se chama o livro, sei que introduziu no meu léxico a ideia do "terceiro lugar". O terceiro lugar corresponde à existência de um espaço e de um tempo fora da casa e do trabalho. Sociologicamente falando, será um local dentro da cidade ou do local onde vivemos onde podemos ser, estar, sem sentir obrigação de ser outra coisa (pai, mãe, médico, professor, seja lá o que for que somos em casa e no trabalho, no cumprimento das nossas obrigações diárias.).

Na altura, fiquei triste. Pensei "eu não tenho um terceiro lugar. Depois das aulas vou para casa e assumo os outros papéis todos. O Marco pega na guitarra, vai para a garagem e compõe cenas, aquela malta vai matar o corpo no padle, no ténis, no futebol, na zumba... eu só vou para casa...." 

E andei assim uns tempos, a pensar que as pessoas tinham o terceiro lugar que eu não tenho e que por isso são mais soltas e menos enervadas com a vida. Até que se fez luz: eu tenho esse espaço e tempo, em casa, mas tenho-o, quase religiosamente umas quatro vezes por semana. Começa comigo a estender o colchão,  a procurar um treino no youtube e acaba comigo mais ou menos suada, mais ou menos cansada. Esse é o meu 3º lugar. Ali sou só eu e os meus halteres, as minhas caneleiras, eu e a minha vontade. Embora eu nunca tivesse pensado nesse momento do meu dia dessa forma, ele cumpre esse papel, de me dar o tal espaço para ser e estar. Por isso, entre outras razões, é que faço todos os possíveis por manter a disciplina de estender o colchão umas quatro vezes por semana. Está na hora. Lá vou eu para o meu terceiro lugar. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Rosalía

Já gosto desta miúda desde o Los Angeles. Motomami não me caiu no goto. Este Lux é uma coisa fenomenal! 

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

só queixinhas, só queixinhas

Hoje vou ver S. Pedro.

Ontem adormeci no sofá por volta das 21.30.

Ando com um livro chamado Shuggie Bain para cima e para baixo, ainda não me agarrou por isso tenho passado mais tempo agarrada à porcaria do instagram. Graças a ele acabei por saber que no parlamento europeu iam, esta semana, defender o direito ao acesso à IVG. Pus o algoritmo a funcionar e reeviei a conta @myvoicemychoiceorg. a quase todos os meus contactos. Deixo isto registado aqui como forma de redenção.

Sei que passo tempo de mais naquela coisa, tanto que por vezes tenho a tentação de eliminar o dito cujo, mas depois lembro-me de que, embora por vezes me deixe muito deprimida, também é através dele que me chega muita coisa. 

Ando cansada. Esta semana dei por mim estacionada em frente a uma escola. Faltavam uns 5 minutos para a próxima aula. Olhei para o edifício e só pensei "há algo de errado aqui. Onde é que eu estou?" Estava na escola errada. 

Na próxima semana tenho pausa para avaliação intermédia e anseio por ela, mesmo sabendo que vou trabalhar no duro. É o facto de não ter de ir dar aulas que me deixa contente. Este ano letivo, que ainda agora começou, está a ser difícil. 

 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

que aconteceu?

vivemos ali uns meses largos numa bolha onde nos enchemos de esperança e bonomia, escrevendo nos espaços, a giz e a marcadores coloridos nas sete cores do arco-íris, que ia "ficar tudo bem".

depois a bolha rebentou. Caímos de rabo no chão e todos os dias damos por nós maus, alguns execráveis mesmo, biltres, escória...

acordo, nalguns dias, sem vontade, mas levanto-me e vou à vida.

domingo, 12 de outubro de 2025

Do no harm

O L. tem comportamentos que fogem à norma, não aceita um não como resposta, é incapaz de estar sentado numa sala, se contrariado entra num ciclo de violência, aparentemente não sabe usar garfo e faca e só faz o que quer. Para não perturbar muito e não correr toda a gente ao pontapé, quando quer sai da sua sala de aulas e vai percorrendo a escola, entrando e saindo de salas.

Numa escola onde não há recursos para ser de outra maneira, deixá-lo andar à vontade, desde que não faça muita merda, é o que se pode chamar de "do no harm" se a escola fosse um hospital e os professores fossem médicos. Não conseguimos chegar-lhe, mas pelo menos tentamos não fazer pior. 

sábado, 27 de setembro de 2025

cérebro em papas

O meu cérebro anda, há uns anos, a funcionar a 70%. Tenho a certeza disto quando regresso das compras, especialmente se não levo lista. 

Ando pelo supermercado a compor mentalmente o que deveria levar, à medida que caminho pelos corredores. Chego à manteiga e penso assim: "também tenho de levar queijo e fiambre", mas o desenho do supermercado faz-me desviar para o corredor da mercearia, onde me lembro que se calhar deveria aproveitar o desconto do arroz e levar um pacote e o resultado é que, entretanto, nesse flash de segundos, me esqueço do queijo e do fiambre. Este modus operandi sucede-se o tempo todo que permaneço nas compras. Chego a casa e só comprei metade. 

Quando levo lista também me acontece o mesmo. No corredor do papel higiénico lembro-me de que ele está a acabar, e não está na lista, mas faço um pequeno desvio para pegar em lenços de papel que estão na lista. É claro que já me venho embora sem papel higiénico.

Outro momento em que sei que estou abaixo das minhas capacidades é quando escrevo no computador. Por vezes, não consigo encontrar teclas e outras esqueço-me de como se escrevem algumas palavras. 

A dar aulas, o meu cérebro fica vazio, especialmente no último tempo da tarde. Chego a casa e quero afundar-me no sofá. Pouco consigo fazer de trabalho da escola, mas assim que pouso a cabeça na almofada para dormir, o meu cérebro ativa-se e acha que é o momento ideal para preparar aulas. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

só um pequeno apontamento

Este ano letivo devo ter, no máximo, dois alunos por turma, no 3º ano, que sabem ler e escrever sem dificuldades. 

Aindo só passou uma semana completa de aulas e já estou em transe. 

 

 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

assim coisas soltas e aleatórias e para memória futura

Deixar registado - porque a memória é curta e, agora mais do que nunca, este sítio é o repositório do que vai acontecendo - que mais um "ano" acabou (se pauto os inícios e os fins pela vida escolar).

A gr. avança para o secundário, pela via científica, após um 9º ano que começou mais ou menos mal e terminou bem. 

A mr. acaba o 2º do curso em estágio por Bilbau e estava a ver que por lá ficava, tal o encantamento pela vida de liberdade e descobertas....

O pai fica-se lá pelo cú de judas entre Alcanede e Santarém, onde gosta de estar e a mãe vinculou definitivamente no agrupamento onde esteve nos últimos dois anos.

A ver como a coisa corre. 

A primeira parte das férias pela costa de sempre (a Vicentina), uma semanita que passou a voar e depois três noites numa casita ali por Sâo Pedro do Sul, ora demolhando o corpo numa piscina, ora a esturricá-lo em passeios pela zona. 

Estamos agora em casa, sem a mais nova, que ficou pela costa. Preparo-me mentalmente para a entrada na maioridade da mr. 

É uma miúda porreira. Não é só por ser minha filha que gosto dela. Gosto dela mesmo. É uma mistura gira do que eu e o pai dela temos de bom e esta constatação a que chego enquanto escrevo deixa-me meia comovida. 

sábado, 21 de junho de 2025

"catar felicidade"

as minhas tpms não estão a reagir à medicação, levam-me ao fundo do poço e só quando olho para a caixinha e vejo os comprimidinhos no fim é que percebo de onde veio aquela dor toda - das hormonas (sempre as mesmas bestas!) em falta ou em excesso, já nem sei

nos outros dias, cato felicidade nas bolas de sabão, nas piadas que a mais velha faz lá nas espanhas e que a mais nova nos manda aqui à mesa da cozinha, que de resto mal a vemos

 

um quarto

 1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...