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quinta-feira, 24 de novembro de 2022
quarta-feira, 23 de novembro de 2022
saí para a noite
No sábado passado saí para dançar.
Vou repetir: saí para dançar.
Depois do jantar de anos do paterfamilias (oitenta anos já lá cantam), meti-me no carro e fui ter com as meninas. Disseram-me que não podia dizer isto, as meninas, que tem conotação de trabalhadora do sexo, mas para mim são as meninas, as amigas de sempre, do coração e do fígado, desde os tempos da faculdade (porque tenho outras, no mesmo patamar, de outros contextos).
Fui ter com elas a Matosinhos, de onde seguimos todas num só carro para a baixa do Porto.
Eram cerca das onze da noite e não havia muitos sítios para estacionar. Foi uma aventura!
Depois de devidamente estacionadas, começámos a noite num bar (não me lembro do nome). Nesta altura, a chuva tinha dado tréguas e sentámo-nos tranquilamente a conversar.
Por volta da meia-noite e meia toda eu era sono e cansaço, mas diabos me levavam se deixava que os dois (cansaço e sono) me impedissem de continuar (mentira, se tivesse ido no meu carro acho que me tinha posto na alheta!).
Quando achámos que já não era embaraçoso ir para a discoteca, rumámos ao Tendinha .
Que deixar aqui para memória futura desta parte da noite? o quão estranha me senti, ali, como se estivesse fora de contexto. A faixa etária não era muito diferente da nossa (quarentas... cruzes! ver isto escrito dá um nó no cérebro); a música era do meu gosto (à laia de Antena 3, a minha rádio), mas.... não sei explicar...
sei que tive de fazer um esforço para descomprimir e relaxar, para me soltar e dançar, sem pensar muito em nada.
Quando me permiti relaxar diverti-me, mas não foi um processo fácil. Será que é de não fazer parte dos meus hábitos sair? será que é por estar mais velha?
Às três e tal dei por mim a dançar E a bocejar de sono, ao som de Ornatos Violeta.
Feita cortes, acho que fui eu que dei o mote para irmos embora. Afinal, ainda tínhamos de voltar a Matosinhos e só depois é que seguia cada uma o seu rumo.
A S. já fazia anos e eu falhei a tradição de não lhe telefonar a desejar os parabéns.
Ficou mais ou menos prometida outra saída no próximo aniversário (o meu). Não sei é se aqui a cota de serviço vai ser capaz.
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
para memória futura - são Martinho 2022
Cheguei lá, com a barriga meia cheia, meia vazia. Eram quase onze da manhã, tinha engolido meio pão com manteiga e um café no "calhau". Tinha comentado com a colega que não sabia se ia ter castanhas porque me cheirava que iam fazer o magusto de tarde.
Cheguei lá, dizia, e cheirava a castanha assada. Ainda bem que no calhau me deixei ficar pela meia carcaça, porque me empaturrei de castanha assada na brasa, seguidas de morcela de arroz e broa. Isto tudo entre as onze e o meio-dia. Aula dada por esta teacher não houve, que os deixei apreciar as castanhas e o sol maravilhoso que nos batia na cara em jeito de palmadinhas serenas. No fim, não queriam deixar-me vir embora. Ralho, ralho e posso, às vezes, ser um bocado besta, mas depois os putos até gostam de mim.
terça-feira, 8 de novembro de 2022
assim coisas soltas e aleatórias
Num universo alternativo, sempre que fosse necessário, removíamos as mamas e íamos à nossa vida. Voltávamos a pô-las quando quiséssemos.
(estou aqui a pensar que isto pode ser muito mal interpretado, principalmente por quem passa ou passou por situações oncológicas, mas só aqui vêm duas ou três pessoas por dia e doem-me tanto as ditas que gostava mesmo de as tirar um bocado)
quarta-feira, 2 de novembro de 2022
para memória futura
a mais nova começou a usar óculos ontem, dia 1 de novembro de 2022
a oftalmologista ficou espantada
eu fiquei espantada
tem mais graduação que eu
os óculos ficam-lhe bem
terça-feira, 1 de novembro de 2022
assim coisas soltas e aleatórias
Num universo alternativo, de cada vez que a mais nova fizesse o pino, o meu corpo sofria o efeito de três minutos em prancha e a minha pele o efeito de um lifting.
assim coisas soltas e aleatórias
Num universo alternativo, os empregados que trabalhassem quatro dias por semana deviam ficar com os filhos no dia em que não trabalhassem, permitindo aos professores dos filhos uma semana de trabalho de quatro dias, também.
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
biblioteca escolar
A biblioteca do "meu" agrupamento é muito boa, bem melhor do que a municipal. Desde que sou professora bibliotecária (ie tenho de dar horas à escola na biblioteca), já trouxe para casa os dois clássicos da Harper Lee e estou a meio de um Leila Slimani.
Todas as terças-feiras, dia em que lá vou "dar" as minhas horas, encontro livros que fazem parte da minha "lista de livros a ler", de autores estrangeiros e nacionais, quer dos mais antigos, quer dos mais recentes, mas recentes mesmo, acabados de sair, edições fresquinhas e a cheirar a novo.
A biblioteca é frequentada à hora de almoço pelos mais novos, que querem é agarrar-se aos computadores para jogar (mas estão condicionados, claro) e pelos mais velhos que vão fazer trabalhos de casa ou trabalhos de grupo. Nas horas que lá estou, poucos são os miúdos que levam livros para casa.
Já eu, fico a babar-me para cima das estantes.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
vocês não sabem da missa a metade
Um gemido contínuo, umas vezes mais alto, outras mais baixo, mas incessante, sai daquela cabeça metida nos braços, pousados na secretária: hmmhmhmhm...mhmhhhhmmm......
Os outros queixam-se de que estão fartos de a ouvir, pudera, estão com ela desde as nove da manhã e já são quase duas da tarde.
Eu vou-lhe pedindo que ouça as histórias e as canções, nem me esforço para que pegue no lápis ou na caneta. Quando também eu já estou prestes a rebentar, pergunto-lhe o que é que posso fazer, como é que a posso ajudar. Grita que quer a mamããããããããããã!!!!!!
Eu estou duas horas por semana com ela. Imagine-se o que passa a professora titular....
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Parentalidade 5G
Sem querer ser polémica, mas já sendo, muito provavelmente: os nossos pais tinham a vida facilitada no que à parentalidade diz respeito. Não tinham de negociar tudo e mais alguma coisa e ainda competir com os écrans desta vida.
Quando acabavam as aulas, fazíamos os trabalhos de casa ou não, víamos televisão nos dois canais e depois tínhamos de matar a cabeça a pensar no que havíamos de fazer para queimar o tempo. Íamos a casa de amigos, ficávamos por casa, deambulávamos pelas divisões, inventávamos jogos e coisas para fazer ou limitávamo-nos a ficar aborrecidos.
Hoje, com as minhas, filhas tenho de negociar tudo e mais um par de botas, enquanto luto para as manter afastadas o máximo de tempo possível da porcaria dos telemóveis e computadores. Arranjar entretenimento que não os inclua é uma dor de cabeça.
E tirá-las de casa? Gostamos de as incluir nos passeios e voltinhas que damos, porque ah e tal temos de fazer coisas em família e assim, mas perante as recusas insistentes e os amuos acabamos nós por perder a vontade de sair ou de as incluir no que quer que seja.
É muito cansativo, todos os dias isto, esta constante negociação de termos, pôrra!
um quarto
1/4 hoje 1/4 depois e depois assim entra o antidepressivo no meu sangue o comprimido é tão pequeno que o ato de o reduzir a quartos é no mí...
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Assim que descobri os cabrões dos piolhos na cabeça da Mr. telefonei ao Marco em pânico. Faltava uma semana para terminarem as aulas, era do...