sábado, 31 de março de 2012

ao meu primo mais velho que não vejo há anos

Era tão macho, tão macho que as mãos estavam sempre a segurar as partes, não fossem elas sairem do sítio. O macho que desde miúdo esticava o dedo e pedia a alguém que o puxasse, após o que soltava uma sonora ventosidade.


 


Tão macho, tão macho que não havia mulher para ele. À primeira namorada a sério, já de casamento marcado, teve de dar um "pontapé no rabo" porque a rapariga ficou muito incomodada quando ele comprou uma casa para morarem os dois sem lhe dar cavaco a ela.


 


Começou a ver com outros olhos uma amiga da irmã, que já conhecia há anos e viveram os primeiros tempos de namoro à distância, ele nas serranias, ela no Minho. Era perfeita, tão perfeita que hoje é ele que cozinha, limpa, arruma e muda a fralda à filha terrorista.


 


Ele é tão macho, tão macho e ela tão mais inteligente que a maioria das mulheres que nem dá para acreditar.


 

sexta-feira, 30 de março de 2012

tour do minifúndio

Viemos para Belmonte. Hoje de manhã, agarrei nas miúdas e viemos por aí abaixo.


Depois de um almoço bem constituído (obrigado, tio P., Cat, fizeste falta, embora estivéssemos apertados à mesa) viemos para casa. Dormi a sesta e as miúdas andaram aí a desarrumar.


Depois da sesta, eu e o meu pai fomos dar uma volta, fizemos o tour do minifúndio: vamos andando de carro, pela aldeia acima, e o meu pai vai dizendo - olha, ali para cima temos um terreno, só não temos a certeza onde.


Mais à frente: - olha, ali para cima temos outro terreno, só não temos a certeza onde.


 


E isto repete-se. E eu volto a lembrar-me de que quando herdar, eu e os meus irmãos somos latifundiáros, perdão, minifundiários. Isto se algum dia descobrirmos o sitio exato dos terrenos!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Então e agora?

Oh senhores do Sapo.... então?


 


Porque é que o Blog do caixote está para ali escarrapachado na página inicial dos vossos blogs, ah? Ah?


Ainda por cima, no meio dos outros e sem direito a tesoura nos contornos!


 


Depois, as pessoas vêm aqui, na expetativa de ler alguma coisa de jeito e levam com um post sobre uma mãe disfuncional, que não sabe exercer disciplina e permite que a filha morda bolacha atrás de bolacha, suje a casa toda e sei lá mais o quê! E agora? vou ter de deitar as bolachas fora, já não tenho coragem de as guardar!


 


 

não há monotonia com esta gaja (perdão, miúda)

Não tomou o pequeno almoço; não queria sair da cadeira; tive de a levar sentada para a porta do quarto, na hora de vestir a mr.; tive de lutar com ela para lhe vestir o casaco e ficou a ver se conseguia arrancar uma manga; tive de lutar com ela para a tirar da cadeira e depois levar para o carro e pô-la na cadeira do carro duas vezes (à partida e à chegada).


Agora, anda a espalhar bolachas pela casa toda. Primeiro trouxe-as para a sala, foi mordendo uma pontinha a cada uma e, uma a uma, pousou-as no sofá.


Quando tentei arrumá-las, veio defendê-las com unhas e dentes e, finalmente, não satisfeita, está a levá-las, uma a uma, para diferentes cantos da sala e eu a ver.


Isto para já não falar nos lápis de cor, espalhados.


Vou ver tudo isto como instalações artistícas e pensar que tenho uma filha genial, que brevemente fará exposições em Serralves e no museu Berardo.


 


 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Obrigada, senhores da expobatalha

por terem trazido para cá a exposição de dinossauros. Qualquer birra que venha connosco no carro, à vinda para casa, desparece quando aquele dinossauro gigante que está no parque de estacionamento aparece!


 - Dinossauro! grita a mr.


 - Nhinhossáuo! grita a gr.


E pronto, birra esfuma-se.


Obrigada!

terça-feira, 27 de março de 2012

faz de conta

A equacionar o fecho do sítio, mas enquanto fecho e não fecho aproveito para registar mais algumas coisas ligadas à minha mais pequena.


Anda aqui na sala, do alto dos seus dois anos, com bolacha maria na mão, várias. Pô-las dentro de uma panela de brincar, pousou tudo em cima da mesa,  deu umas voltas e agora está sentada, como se estivesse a fazer uma refeição. Está novamente constipada e de vez em quando leva a mão ao nariz, trazendo uma quantidade substancial de ranhoca (nhanhoca).


É giro vê-la a brincar ao faz de conta.


Há cerca de meia hora pediu-me ajuda para tirar as calças e a fralda, dirigiu-se à casa de banho e disse que ia fazer xixi. Sentou-se no "macio", como ela lhe chama, e não é que fez mesmo! Costuma fazer isto muitas vezes, hoje acertou no timing.


 

segunda-feira, 26 de março de 2012

as mães de primeira viagem

Em conversa telefónica com a X. dou-me conta de como todas nós como mães de primeira viagem somos umas coninhas, em maior ou menor grau, mas coninhas sim senhora.


 


O bebé não pode chorar nem choramingar. Somos imediatamente impelidas a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para o fazer parar.


O bebé não mama como deve ser. Lemos tudo e mais alguma coisa, tentamos fazer o bebé comer mais.


O bebé mama de mais, bolsa muito. Ai, que não sei que faço.


Os peitos estão cheios de mais, doem como o caraças. Estão mais vazios, ai meus deus que vou ficar sem leite.


O bebé não passa o dia a dormir, desdobramo-nos em centenas de técnicas para ver se o adormecemos, enquanto vemos a roupa para lavar e passar crescer, a loiça para meter na máquina encher a banca, o pó a instalar-se e fossilizar nos móveis e stressamos porque queríamos descansar ou arrumar, nem sabemos muito bem.


O bebé tem cólicas e a partir das cinco da tarde não pára de berrar e, como temos pena do gajo que chegou a casa porque esteve a trabalhar, embalamos o bebé, tentamos fazer o jantar e a cama ao mesmo tempo e somos incapazes de o depositar no gajo, que o ature um bocado que também tem direito ou dever (depende da perspetiva).


Temos sono e andamos cansadas, mortas, aborrecidas, fodidas com a vida e, mesmo tendo a nossa mãe por perto, não somos capazes de deixar a criança por meia hora para ir espairecer.


 


Depois, o tempo passou, não demos conta e não vivemos com a intensidade que vem nos livros os primeiros meses maravilhosos do bebé!


Eu também fui assim.


 

Eu e ele

Eu:


pego no pão, parto o pão, vou buscar sacos de congelação e enfio o pão como der para enfiar, gastando dois sacos.


 


Ele:


pega no saco de congelação, mede saco, pega no pão, mede pão. Parte pão e enfia-o milimetricamente num só saco.


 


 

domingo, 25 de março de 2012

Fim de semana variado

Estiveram por cá os primos P. e R. e o filho de três anos, o D.


A Mr. a Gr. e o D. fartaram-se de brincar e de discutir também. É incrível como um brinquedo nas mãos de um desperta imediatamente o interesse do outro, este fim de semana das outras duas crianças. Discutiram e lutaram pelos mesmos beyblades, pelos gormitis, até pelos mesmos tachos e panelas de brincar.


 


Passeámos pela Batalha, por Alcobaça e à noite as duas mães foram beber um gin e os pais ficaram a fazer babysitting.


 


A noite foi uma "alegria". Os mais velhos dormiram no mesmo quarto, a Gr. no nosso meio.


A  meio da noite, estando eu a agarrar a Gr., que gosta de se arrastar pela cama toda e dormir com a cabeça pendurada, ouço uns passitos em pézinhos de lã. Eram os outros dois. O D. acordou, acordou a Mr., ajudou-a a sair da cama de grades e vieram à procura dos pais. Lá fui eu levar o puto e tive de me deitar com a Mr. até ela voltar a adormecer. Voltei para a cama e dediquei-me novamente a evitar a queda eminente da mais nova.


 


Lavantámos-nos como se tivéssemos levado porrada a noite toda.


Aproveitámos o dia de verão e fizemo-nos à estrada. Fizemos um pic nic na serra dos Candeeiros e andámos a ver as vistas. Terminámos a tarde num parque, a andar de baloiços e de escorrega.


 


Agora, às 22.23 a Mr. já dorme, a Gr. que não dormiu a sesta, anda aqui, à minha volta e nada interessada em dormir.


 


Arre! Mas será que só sabemos fazer filhas que não gostam de dormir?


 


 


 


 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Nunca substimar a criança

De manhã:


 - Mãe, não quero essas sapatilhas. Quero as outras que correm melhor! (Ah?!)


 


Mãe procura pela casa toda as sapatilhas que correm melhor. Mãe não encontra, regressa ao quarto.


 


 - Calça estas, que correm tanto, tanto, que vais voar.


 - Até ao céu, mãe?


 - Até ao céu!


 - Como?


 - Eu ponho uns foguetões, vais ver! Vais até ao espaço.


 - Está bem! Ih! que fixe!


 


À tarde:


 


filha vem ter com a mãe, com um ar amuado estampado na cara.


 - que foi, linda? que cara é essa?


 - não voei! Não fui ao espaço!


 


 - glup


 


 

Fazer ou não fazer avaliações

Andei até ontem com esta dúvida existencial: faço ou não faço as avaliações dos miúdos a quem dou aulas? Elas são-me exigidas pela empresa que não me paga, os professores das turmas não fizeram referência às mesmas nenhuma vez.


Faço ou não faço? E aindei nisto 15 dias.


Ontem, decidi-me. Os putos não têm culpa, os pais gostam de feedback, se as não fizesse eu é que passava por teacher preguiçosa e incompetente.


Assim, ontem, lá estive eu até à uma da madrugada a pôr cruzinhas em quatro turmas.


Não fiz avaliações qualitativas, não escrevi nada, pus cruzinhas. Os putos merecem avaliação (pelo menos alguns), mas a empresa não merece nada.


Tenho dito.


 


 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Toca a todos!

Primeiro, a Gr., depois a Mr. e agora o M., a mim um pouco: uma gastroenterite que não nos larga.


A Mr. amanhã já vai à escola. Já não tem diarreia e não voltou a ter febre.


A Gr. tem chorado quando a deixo na escola e hoje passou a tarde toda a chorar, de acordo com a auxiliar que estava na sala, quando a fui buscar (chuif).


O M. corre para a casa de banho de dez em dez minutos e eu cá me vou aguentando.


 


A Mr. passou estes dias em casa agarrada à televisão. Tivemos momentos de muito chamego e de muita birra. Salvaram-me os meus pais, que vieram na segunda feira e regressaram hoje às serranias.


Graças a eles pude fazer mais coisas, para além de cuidar de uma miúda adoentada e mimada.


 


 O aniversário da Gr., ontem, passou a correr, com o pai a correr para a casa de banho, um jantar simples e a aniversariante a pedir caminha desde as nove da noite. Felizmente, achou graça ao apagar da vela. Quando a deitei, precisou de dez minutos para adormecer.


 

terça-feira, 20 de março de 2012

dois anos

Faz dois anos que a miúda mais pequena cá de casa viu a luz.


Faz dois anos que a minha vida se tornou mais cheia.


Faz dois anos. A Gr.


- "Mãe, oia. "


- "Diz, Gr."


- "A Maía é fixe."

segunda-feira, 19 de março de 2012

o pai, de acordo com a Mr.

Gosto do pai porque ele faz-me cócegas e faz brincadeiras.


Porque me dá chocolate quando acabo de comer.


Deixa-me fazer coisas que eu pido.


É bonito.


Gosto de pintar com o pai e de brincar com ele no parque.


Gosto dele a ler histórias porque é assim: senta-se, abre o livro na 1ª página e faz vozes.


E agora quero continuar a ver o noddy.


 


Para a posteridade.


 


Ao contrário da mãe, que, porque não permitiu que andasse de gatas em cima de um muro, é uma chata.


Sim, é verdade, há aqui uma pontinha de ressentimento e ressabiamento, também....


 

levo-a à escola ou não levo?

Tanta coisa para fazer em casa, tanta coisa para resolver na escola e estou aqui, sem conseguir fazer nada de jeito, com as duas pirralhas.


A Mr. passou o domingo com diarreia e à noite teve febre, acordou muito murcha e dormiu até às 10.30. Agora anda aqui aos pinotes e já estou arrependida de ter pedido que me substituissem na escola.


Não quero ser mal interpretada, é melhor fazer aqui uma anotação sobre o facto de estar contente porque a miúda está boa.  


 


Percebe-se que ela também está satisfeita por estar em casa. Ontem, deitada no sofá, vira-se para a Gr. e diz: sai daqui que agora sou eu que estou doente e a minha é mais grave que a tua.


 

quinta-feira, 15 de março de 2012

she´s back

A Gr. está a voltar à sua velha forma: passou a manhã a pedir comida (bacha, iete, ogute, shopinha), lanchou bem na escola e em casa, a partir das 7 da tarde, não parou de pedir comida, comeu sopa, agoz, e peixinho (era carne, mas para ela só há peixe no vocabulário).


Era suposto irmos a casa da R. e do R. conversar um bocadinho, mas assim que saiu da cadeira começou a pedir caminha e lá foi.


 


A Mr. ontem chegou a casa febril, queixando-se de dores de barriga. Como acordou bem disposta e com vontade de ir à natação, chegámos à conclusão de que foi um ataque de ciúmes que teve efeitos psicossomáticos.


Tem adormecido num instante, na nossa cama: deito-me com ela e fico um bocadinho  a ler, ela não pára (de acordo com o acordo esta perde o acento, estupidez pegada!) quieta, apago a luz e em dez minutos adormece, levamo-la para a cama e fica até de manhã.


 


Qaundo venho no carro, a caminho da escola para levar as duas para casa, a minha cabeça fervilha. Imagino coisas para fazer com elas, coisas fixes e divertidas para passarmos tempo de qualidade juntas.


Assim que entramos no carro, a Mr. começa a pedir coisas como chocolate, para ver dvs que já viu umas cem vezes, para ir brincar com a vizinha que tem sempre tpcs para fazer e não pode brincar, para encher a banheira de água.... enfim, coisas que geralmente não pode fazer. E como geralmente leva nega trás de nega, começa a choradeira. A Gr., que parece um papagaio, repete tudo e lá se vão as minhas boas intenções pelo cano abaixo! Grito, chateio-me, castigo, passo-me e isto continua pela noite dentro, porque as refeições são um filme de ameaças, joguinhos, faz de conta, para a rapariga comer alguma coisa de jeito.


 


E dou comigo a desejar que vão a cama o mais depressa possível, para eu ter um pouco de sossego, e, ao mesmo tempo, lamentando este desejo e o não ter aproveitado os momentos em que estamos juntas!


 


No dia seguinte, a história repete-se.


Assim se vive esta vida.

ser-se professor de AECs

A empresa comunicou, via coordenadora local, que o município tem estado incontactável (é a câmara que avança com o dinheiro), pelo que esperam conseguir pagar salários a partir de abril. Esperam, não garantem, não têm a certeza. Têm a certeza de que não pagam a quem não entregar relatórios e avaliações, mas não têm a certeza se a partir de abril nos podem começar a pagar salários.


Os professores que fazem? nada, ou enviam para a empresa poemas sobre a dignidade dos professores, chamando a atenção para a necessidade que estes têm de comer e meter combustível nos carros.


 


De quem é a culpa? da câmara, que pelos vistos e de acordo com um professor de música, não paga mesmo às empresas, ou das empresas que não têm um fundo de maneio para prever estas situações, dos agrupamentos que estão-se marimbando para a forma como os professores das AECs são contratados, dos próprios professores (eu incluída), porque não se mexem?


Não sei.


 


 

quarta-feira, 14 de março de 2012

o que é normal nestas situações?

Será normal uma criança de dois anos pedir para ir para a cama às 11 da manhã e adormecer, depois de dormir onze horas seguidinhas durante a noite?


A Gr. está tão molezinha.... mete pena. Não sei o que é normal numa pós gastroenterite....


 

terça-feira, 13 de março de 2012

trabalho em regime de voluntariado (not)

Estou a dar aulas desde o dia 6 de janeiro. Estamos a 13 de março.


A empresa exige um relatório, onde entre uma série de coisas, tenho de fazer referência ao meu relacionamento com alunos, enc. de educação, metodologias, resultados, integração da aprendizagem da actividade com a comunidade escolar (que raio de coisa pretendem com isto?), ritmo de aprendizagem, etc etc, um sem fim de itens.


 


A empresa diz que não paga o mês referente à entrega destes relatórios se os mesmos não forem entregues.


Isto já era mau se a empresa estivesse a pagar, dado que estava a recusar pagar por um serviço que já está realizado.


Isto é pior tendo em conta que não está a pagar de todo!


 

segunda-feira, 12 de março de 2012

parece que é uma gastroenterite ou então infeção urinária

Porque a Gr. passou estes dois últimos dias a recusar comida e bebida, porque sujava fralda atrás de fralda, porque se deitava em todo o lado e só queria "cóinho", na noite passada, domingo, chamámos cá a casa um médico, usando um seguro da Deco, que já deu imenso jeito. Ainda que o médico que nos calhou na rifa fosse assim para o tipo estranho, aconselhou-nos a ir às urgências, porque já havia sinais de desidratação, como nós temíamos.


 


Fomos, a Gr. passou lá a noite a soro com o pai e eu vim para casa. Era muito lindo e materno da minha parte dizer que passei a noite toda inquieta e sem dormir, mas assim que pousei a cabeça na almofada apaguei.


Estou acima de tudo, para além de preocupada, cansada.


Estou confiante de que a rapariga vem para casa, depois de ter ficado a soro, para hidratar. Agora estou a fazer horas para ir levar os testes dos alunos do M. Afinal, a vida lá fora continua e esta é uma época de avaliações.


 


Receio adormecer a qualquer momentooozzzzzzzzzzzzzzzzzzz.

domingo, 11 de março de 2012

parece que se chamam bodas de papel

Ontem foi dia de comemorarmos. Fizemos anos de casados.


Depois de um dia nornal, com o stress de ter a Gr. adoentada, a borrar fralda atrás de fralda e a deitar-se em todo o lado, olhámos um para o outro e dissemos: não me apetece fazer nada!


Estamos há várias noites sem dormir convenientemente (mas também, quem é que depois de ser pai e mãe dorme convenientemente? só aqueles cocós que sa fartam de dizer coisas como ai os meus filhos nunca me deram uma má noite, e coisas que tal, morram todos) e o que mais nos apetecia era enfiar um pijama e ir dormir.


Apesar disso, uma vez que os babysitters tinham chegado especialmente para a ocasião, lá nos enfiámos no quarto, para nos apipizarmos.


Depois de me vestir, olhei-me ao espelho e comentei: eh pá, até pareço uma mulher! E parecia mesmo, o gajo é que escusava de o ter reforçado, de olhos arregalados, como se nunca me tivesse visto à frente.


 


Saímos, ligámos a um colega do M. que conhece os hot spots, indicou-nos um e lá fomos. Estava cheio (e olha agora o cliché dos últimos tempos: onde é que anda a crise?).


Depois de alguma hesitação, fomos a outro sítio e por lá ficámos até perto da meia-noite, numa conversa boa, regada a um bom vinho (mais ou menos) e acompanhada de uma boa comida, sem interrupções para levar crianças ao wc ou mudar fraldas.


Ainda deu para ir beber um copo, só os dois, num chamego que há muito não acontecia.


 


Quando chegámos a casa, aterrámos na cama, para estarmos acordados novamente às duas, altura em que passámos a ser três na cama e onde fomos dormitando até às sete, quando a outra caramela se juntou à festa.


 


Back to reality. Quem nos dera conseguir introduzir mais noites destas na nossa.


 


 


 


 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ajudem-me lá...

Vou fazer uma cena lamechas para o M.


Para comemorar os 5 anos de casamento amanhã. Não consigo lembrar-me de músicas de amor que não sejam pimba! Deem uma ajudinha. Top 5 músicas de amor! Bora lá!


 


Sim, eu sei é difícil!


 


 

quinta-feira, 8 de março de 2012

preciso de um murro nas trombas

Preciso mesmo. Preciso que me deem um murro nas trombas que me ajude a perceber que a minha vida não é merda nenhuma não senhora!


Que tenho uma casa, dinheiro que, se comermos mais atum e salsichas e se o M. der concertos e vender cenas no miau, chega quase até ao fim, duas filhas giras e saudáveis a crescer, um marido, que tirando a questão da nulidade doméstica, é um amor, que é mesmo o amor da minha vida.


 


Só precisava de uma férias, longe da casa e das filhas para dormir umas noites descansadas, e de um trabalho que me desse o mínimo de gozo e fosse pago. Só isso.


Ou então, que esta noite a gr. me deixasse dormir. Mas isso, se calhar, já é pedir demais.


 

quarta-feira, 7 de março de 2012

mais coisas para gerir: como quem me dera mandar nas trombas daquele puto

Definitivamente, não fui talhada para dar aulas a miúdos. Não tenho paciência para repetir mil vezes a mesma coisa, para ter de explicar duzentas vezes que é para fazer com lápis e não com caneta ou o contrário, para dizer que não, não pode ser com caneta de brilhos, que estejam calados e escutem, que têm de esperar que eu acabe de falar, que é na página 20, que é para pintar com lápis de cor ou caneta de feltro, que também pode ser com lápis de cera se não tiverem nenhum dos outros, que eu arranjo se não tiverem nada de nada, que não, não podem ir à casa de banho durante a aula, não tenho paciência para ouvir que o dente do primo da tia caiu, ou que o cão do tio fez cocó no chão da sala.


Mas acima de tudo, não lido bem com o facto de ter um pinchavelho a dizer-me que não, não faz o que mando, porque eu não mando nele, e não poder mandar-lhe um estalo, que era o que o pestinha merecia, se não levo com a mãezinha, mais o agrupamento e os adeptos das ciências ocultas, perdão, da pedagogia em cima!


 


  

está decidido

Hoje recomeço as corridas!


 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Post altamente embaraçoso e gasoso

Mãe ficou em casa todo o dia com o rebento mais novo, doente, murcha, a dormitar e a acordar chorosa.


(Mãe assim como assim não recebe, para quê ir trabalhar?)


Mãe com problemas gasosos passeia-se pela casa. Rebento mais novo, sentada na cama, muito séria, ouvindo sinfonia da mãe, diz: tchina, mãe muito cócó.


 


 

conversas da tarde

No regresso a casa, dentro do carro, chamo a atenção da Mr. para um grande camião TIR que nos ultrapassa.  - Olha, Mr., que camião tão grande!


 - Pois é! Os camiões são todos iguais?


 - Não, há de vários tamanhos. Olha, aqui vai outro mais pequeno.


 - Então, este é o pai, aquele é o filho e o outro que vai ali é a mãe, a camiona.


 


Como se chamará a avó camião?

domingo, 4 de março de 2012

Assim se passa um domingo

Este domingo, partimos a loiça toda! Gostava muito de dizer que foi porque andámos aí feitos malucos, numa diversão sem fim, mas foi mesmo porque partimos uma data de coisas para um dia só.


De manhã um prato, à tarde uma chávena e um copo.


Fizemos bolachinhas para a Mr. levar para a escola, para angariar dinheiro para os autocarros que os levam à praia em junho.


Andámos no parque de estacionamento vazio do centro comercial da esquina, a "voar", fomos procurar as ovelhas, mas era quase noite e já se tinham recolhido.


Parece-me que a miúda mais pequena está a ficar doente: está aqui ao pé de mim, primeiro sentada no meu colo e agora deitada e tapada com metade da manta que me cobre os joelhos.


 


Parece que fizemos imensas coisas, no entanto passei mais tempo na cozinha do que nas noutras partes da casa!


 

sábado, 3 de março de 2012

relambório inconcreto

Tenho de ir pôr as gajas, perdão, as miúdas a dormir, mas não me apetece. Tenho o corpo e o cérebro dormente, culpa do planura que deixaste cá em casa.


A Gr. está deitada aqui no sofá ao meu lado e murmura umas coisas que nem eu decifro. Levanta-se e volta a aninhar-se  no sofá. O corpo já deve pedir cama, mas ela ainda não mo pediu a mim.


A Mr. está no escritório, com o pai. Essa nunca pede cama. Por ela, é ramboia até  perder a consciência e cair para o lado.


E eu, escrevo. Nada de jeito, eu sei.


 

para gerir

Há alturas do mês em que as minhas rotinas e o facto de as fazer sozinha me incomodam e pesam tanto, que chego a ter vontade de sair porta fora, e voltar muito tempo depois.


Há alturas em que o desejo de ser livre e independente, de poder ir, sozinha, à minha vida, sem dar satisfações a ninguém é gritante.


Alturas em que não me apetece mudar fraldas, fazer sopas, limpar rabos, arrumar e limpar casas. Alturas em que me revolto com o facto de fazer a maior parte das coisas sozinha.


E depois, por cima de o mal estar que já sinto, acumula-se o outro, o de saber que ninguém tem culpa das escolhas que fiz, ou do que a vida me deu, muito menos as minhas filhas.


 


quinta-feira, 1 de março de 2012

futurschool my ass

O que se pode chamar a uma empresa que nos contrata, juntamente com outras trinta pessoas, para fazer prestação de serviços e nos obriga a passar recibo verde sem que tenha pago o que nos deve?


 


O que se chama a uma empresa que garante que vai pagar e entretanto paga a duas ou três pessoas e depois não paga a mais ninguém?


 


O que se chama a uma empresa que contrata professores por telefone?


 


O que se chama às pessoas que aceitam e continuam a trabalhar nestas condições? Esta eu sei: desesperados.

fazer a revolução (outra vez)

 Sonhei que fugíamos, não sei quem éramos. Mas fugíamos de um golpe, de algo que tinha mudado radicalmente a nossa forma de viver. Chegámos ...