quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

de coração apertado

Tinha um ar indefeso, amedrontado. Daquelas miúdas a quem apetece dar colo e beijos na testa.


Muito calada, tive de a elogiar muito por cada coisinha mínima que fazia e senti como o encher do ego lhe fazia bem, vi-o nos sorrisos e no olhinho brilhante.


Era aquela a miúda com quem eu tive, efetivamente, de me conter para não abraçar.


 


Deixou de ir às aulas neste segundo período. Deixei passar a primeira semana, por pensar que poderia estar doente.


Ontem, indaguei junto o professor titular e fico a saber que foi retirada aos pais por maus tratos e está num lar de acolhimento.


 


Ainda tenho o coração apertado e uma vontade enorme de ir saber dela e trazê-la para cá, para minha casa.

3 comentários:

  1. Se de te ler fiquei com o coração apertadinho imagino o teu.
    Que vidas tão tristes...
    Imagino a tua vontade de ires a correr saber dela.
    Beijinho

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  2. Tão triste :( Há pais que nunca deviam poder ter filhos.

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  3. Sim, e que deviam sofrer na pele o que fazem aos filhos.

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