Tinha um ar indefeso, amedrontado. Daquelas miúdas a quem apetece dar colo e beijos na testa.
Muito calada, tive de a elogiar muito por cada coisinha mínima que fazia e senti como o encher do ego lhe fazia bem, vi-o nos sorrisos e no olhinho brilhante.
Era aquela a miúda com quem eu tive, efetivamente, de me conter para não abraçar.
Deixou de ir às aulas neste segundo período. Deixei passar a primeira semana, por pensar que poderia estar doente.
Ontem, indaguei junto o professor titular e fico a saber que foi retirada aos pais por maus tratos e está num lar de acolhimento.
Ainda tenho o coração apertado e uma vontade enorme de ir saber dela e trazê-la para cá, para minha casa.
Se de te ler fiquei com o coração apertadinho imagino o teu.
ResponderEliminarQue vidas tão tristes...
Imagino a tua vontade de ires a correr saber dela.
Beijinho
Tão triste :( Há pais que nunca deviam poder ter filhos.
ResponderEliminarSim, e que deviam sofrer na pele o que fazem aos filhos.
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