Volto muitas vezes àquele dia em que vi as mensagens. Volta a dor imensa e a revolta, a incompreensão, acima de tudo a dor e a dúvida. Voltam as questões e o pôr em causa tudo.
Questiono-me se é isto que quero, se deveria ter perdoado, ainda que não consiga esquecer, se vou conseguir dar a volta.
Há dias em que acho que sou uma burra iludida, que ando a ser enganada há anos e anos, que carrego um par de cornos gigantesco na testa e que toda a gente sabe menos eu.
Dias em que gostava de saber a verdade e ao mesmo tempo agradeço não saber, se for essa a verdade.
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